segunda-feira, 5 de setembro de 2011

Gás natural veicular favorece motoristas que rodam mais

Uso do GNV volta a ficar atraente diante as recentes altas dos preços do etanol e da gasolina

(Luciene Garcia, A Cidade)

Usar GNV exige a instalação de kit, que tem custo váriavel

Com a recente alta dos preços do etanol e da gasolina, o gás natural veicular (GNV) se firma como uma opção atrativa para o motorista. Na média, postos bandeirados de Ribeirão Preto comercializavam ontem os litros da gasolina por R$ 2,66 e do etanol por R$ 1,96. Já o metro cúbico de GNV custava, na média, R$ 1,49.

Segundo especialistas em mecânica, o gás só é compensador em duas situações: para quem roda pelo menos 2,5 mil quilômetros por mês e se o veículo não tiver motor tetrafuel (etanol, gasolina pura e com etanol e GNV) de fábrica.

Entre outros profissionais, os representantes comerciais baseados em Ribeirão Preto estão entre os que costumam rodar mais de 2,5 mil quilômetros ao mês.

A opção pelo GNV exige investimento na instalação de kit que torne o carro bicombustível, para rodar tanto com GNV, quanto com o combustível original.

Em média, será preciso desembolsar entre R$ 2,5 mil e até R$ 4 mil no kit e na instalação do equipamento. "A instalação pode ficar mais cara nos carros mais novos, devido ao sistema de injeção", diz Carlos André, gerente de um centro automotivo em Ribeirão Preto. "O valor depende do sistema de cada um".

Para quem soma acima de 2,5 mil quilômetros por mês, o investimento no kit retorna após dez meses de uso do GNV, se levado em conta o preço atual do combustível.

Conversão

Os carros precisam ser convertidos em oficinas homologadas pelo Inmetro (a lista está no site www.inmetro.gov.br) e o dono do carro deve exigir a nota fiscal de conversão e o certificado de homologação do órgão para fazer o registro no Detran. O Detran é o órgão do governo estadual encarregado da gestão do sistema de trânsito no estado de São Paulo.

O custo aproximado para este procedimento é de R$ 300 para a vistoria. A manutenção do veículo é a mesma especificada pelo fabricante e o kit é revisado periodicamente e em oficinas credenciadas pelo Inmetro.

N. do. E.: O IQA é acreditado pelo Inmetro para certificação de cilindros GNV (fabricação e requalificação).

domingo, 4 de setembro de 2011

Estão em análise sistemática na ABNT as normas do setor automotivo


A Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT) já iniciou o processo de Análise Sistemática do segundo semestre, visando à apreciação de Normas Brasileiras publicadas no período de 1998 a 2001 que não foram atualizadas.

Foram incluídas 30 normas elaboradas no âmbito do Comitê Brasileiro Automotivo (ABNT/CB-05, cuja sede fica situada junto ao IQA - Instituto da Qualidade Automotiva). São documentos que tratam de reparação, manutenção e estabelecem requisitos para peças de automóveis e veículos de duas rodas, entre outros temas. Confira algumas delas:

· ABNT NBR 8970:1998 – Guarnição do disco da embreagem – Requisitos

· ABNT NBR 8436:1998 – Veículos rodoviários e industriais automotores, tratores e similares – Sensores e interruptores – Dimensões básicas

· ABNT NBR 7471:2001 – Capacete para condutores e passageiros de motocicletas e similares

· ABNT NBR 14714:2001 – Veículo de duas rodas – Bicicleta – Conjunto quadro e garfo – Requisitos de segurança

· ABNT NBR 14778:2001 – Veículos rodoviários automotores em manutenção – Inspeção,diagnóstico, reparação e/ou substituição em sistema de freios

· ABNT NBR 14777:2001 – Veículos rodoviários automotores em manutenção – Remoção e instalação de vidros.

As normas estão disponíveis para consulta da sociedade no endereço http://www.abnt.org.br/consultanacional/). Até o dia 1º de setembro, os interessados podem avaliar os documentos, utilizando as seguintes opções:

- Aprovar sem restrições: a norma é confirmada com o seu conteúdo atual e não necessita de nenhuma alteração técnica ou de forma.

- Aprovar com observações de forma: a norma está atualizada em seu conteúdo, porém necessita de alguma alteração de forma (por exemplo, a correção de frases, palavras, figuras etc.).

- Não aprovar pelas objeções técnicas: a norma está com o seu conteúdo técnico desatualizado, comprometendo a sua utilização. Neste caso deve-se indicar se necessita de revisão ou cancelamento, apresentando a respectiva justificativa.

A ABNT

A ABNT é o Foro Nacional de Normalização, por reconhecimento da sociedade brasileira desde a sua fundação em 28 de setembro de 1940 e confirmado pelo governo federal por meio de diversos instrumentos legais. É responsável pela publicação das Normas Brasileiras (NBR), elaboradas por seus Comitês Brasileiros (ABNT/CB), Organismos de Normalização Setorial (ABNT/ONS) ou pelas Comissões de Estudo Especiais (ABNT/CEE) por ela credenciados. Os comitês são organizados numa base setorial, por área de conhecimento, ou para tratar de temas de normalização que interessem a diversos setores, como é o caso da Qualidade, da Gestão Ambiental e da Responsabilidade Social. Atualmente, a ABNT reúne 160 comitês técnicos e mantém um acervo com cerca de 10 mil normas.

Exportação de etanol é a maior em 22 meses

O pico da safra derruba os preços internos, favorecendo as vendas externas. As usinas se preparam para esse cenário.

por MAURO ZAFALON - mauro.zafalon@uol.com.br


Enquanto o mercado interno vive um período de redução de oferta de etanol, as exportações de agosto atingiram o maior patamar dos últimos 22 meses.


Saíram pelos portos brasileiros 298 milhões de litros no mês passado, 23% mais do que em agosto de 2010, conforme dados da Secex (Secretaria de Comércio Exterior).


Tradicionalmente, esse é um período de grandes volumes de exportação. O pico da safra derruba os preços internos, favorecendo as vendas externas. As usinas se preparam para esse cenário.


A quebra de produção, no entanto, derrubou a oferta e os preços internos subiram.


Mas os preços externos são bastante convidativos. Os 545 milhões de litros exportados em julho e agosto renderam US$ 386 milhões, 64% mais do que em 2010.


Com o desempenho de agosto, as exportações de etanol atingiram 1,1 bilhão de litros neste ano, volume ainda 5% inferior ao de igual período de 2010.


As receitas totais de janeiro a agosto somaram US$ 762 milhões, 26% mais do que nos oito primeiros meses do ano passado.


O patamar de preço deste ano fez com que o valor médio das exportações atingisse US$ 699 por mil litros, bem acima da média de igual período de 2010.


Até agosto de 2009, as usinas recebiam US$ 385 a cada mil litros. Em 2010, eram US$ 531 pela mesma quantia.


As exportações de açúcar, devido à menor produção brasileira, perderam ritmo neste ano, recuando 5% em relação a janeiro-agosto de 2010. Foram exportados 15,7 milhões de toneladas.


A demanda aquecida e a oferta mundial ainda não recomposta permitiram o aumento médio de 29% nos preços do açúcar em bruto e de 34% no refinado.


As receitas brasileiras somaram US$ 9,2 bilhões, 24% mais do que em 2010.

Montadora norte-americana faz, no PR, anúncio de construção de fábrica

A montadora norte-americana de caminhões Paccar anunciou ontem que irá construir uma fábrica no Paraná, com investimento de US$ 200 milhões (cerca de R$ 317 milhões).


Será a primeira unidade na América do Sul da empresa, que é a segunda maior montadora de caminhões dos EUA.


A fábrica começa a ser construída ainda neste ano, em Ponta Grossa, e os primeiros veículos devem ficar prontos em 2013. O foco da empresa, segundo nota oficial, é o mercado interno e o Mercosul.


Até 2020, a montadora pretende dominar 10% do mercado brasileiro de caminhões médios e pesados, segundo o presidente da Paccar, Mark Pigott.


Outros quatro Estados disputavam o investimento: São Paulo, Minas Gerais, Santa Catarina e Rio Grande do Sul.


No Paraná, a indústria ganhou ampliação do prazo para recolhimento do ICMS

(Folha de S.Paulo, 2/9/11)

Projeto para Seis Sigma - Um Roteiro para o Desenvolvimento do Produto

"Projeto para Seis Sigma" proporciona uma experiência do mundo real, sem precedentes, de desenvolvimento de novos produtos e roteiros valiosos

Ontem recebi um presente de meu grande amigo (e agora professor) J. G. Buchaim, um exemplar do livro "Projeto para Seis Sigma - Um Roteiro para o Desenvolvimento do Produto", que foi adaptado para o português por ele próprio e por Pedro Bueno. Aliás, em breve retomaremos a oferta de treinamentos abertos em Seis Sigma pelo IQA, em parceria com esses profissionais também.

Como ainda não li o livro, segue abaixo a sinopse oficial da publicação, que também é distribuído pelo IQA (http://www.iqa.org.br/):

"A atratividade do Seis Sigma é óbvia – projetos que funcionam, menos defeitos na produção, custos de produção reduzidos e uma maior satisfação do cliente. Com essas credenciais não é de se admirar que, cada vez em maior número, as empresas líderes mundiais estejam adotando a metodologia Seis Sigma para o desenvolvimento de produto. Aqui está um recurso poderoso de engenharia que torna mais fácil implementar o Seis Sigma no desenvolvimento de novos produtos ou serviços, passo a passo.


Escrito por especialistas da qualidade praticantes do Seis Sigma – eles escrevem com a excelência Seis Sigma para ajudá-lo a atingi-la em seus produtos e serviços – "O Projeto para Seis Sigma" proporciona uma experiência do mundo real, sem precedentes, de desenvolvimento de novos produtos e roteiros valiosos que o ajudam a escolher as ferramentas de projeto corretas em cada estágio de desenvolvimento do produto. Você encontra orientações detalhadas, comparações cuidadosas e cálculos elaborados que tornam cada etapa mais fácil e dá sentido a cada uma delas."

sexta-feira, 2 de setembro de 2011

IQA empossa diretoria



Na noite da última segunda-feira, 22, o IQA Instituto da Qualidade Automotiva realizou em São Paulo a cerimônia solene de posse da Diretoria Executiva, Conselho Diretor e Conselho Fiscal para o biênio 2011 2013, com a presença de cerca de 150 pessoas, todas ligadas ao setor automotivo.

Na Diretoria Executiva, Marcio Migues foi reeleito, por unanimidade, para a Presidência do Instituto, que tem novo diretor: Edson Brasil, do Sindipeças e Delphi. No Conselho Diretor, a novidade é a eleição de Sérgio Pin como presidente, cargo ocupado até então por Ali El Hage, que se aposenta do Instituto após 12 anos de atuação.

Ao final da cerimônia de posse da nova diretoria, Ali EL Hage foi homenageado pelos serviços prestados no desenvolvimento da qualidade no setor. “O IQA cresceu muito graças ao trabalho do Ali, e temos muito a agradecer a ele”, afirmou Marcio Migues.

Feliz pelas realizações e conquistas, Ali El Hage se despediu dos amigos, com a certeza de ter plantado uma boa semente, que germinou e em breve trará os frutos que sempre desejou. “Deixo um instituto estruturado, forte, saudável e melhor preparado. Já conseguimos ampliar as certificações compulsórias para um maior número de componentes de segurança e agora só falta a inspeção técnica veicular para atingir o sonho da segurança veicular no trânsito”, disse Ali El Hage em discurso de despedida.

IQA alerta para importância da qualidade em treinamentos das normas VDA


é possível agora no Brasil obter certificado VDA-QMC/IQA válido e reconhecido internacionalmente, além de contar com registro internacional, a Carteirinha VDA-QMC.

(release divulgado pelo IQA em agosto de 2011)

Ao contrário do que muitos pensam, nem todos os treinamentos oferecidos no mercado são iguais. No caso das normas VDA-QMC, que regem os padrões de qualidade de processos e produtos automotivos das montadoras e indústrias de autopeças alemãs, apenas o IQA (Instituto da Qualidade Automotiva), organismo de certificação acreditado pelo Inmetro, criado e dirigido pela Anfavea, Sindipeças, Sindirepa e outras entidades do setor, é representante oficial da VDA para ministrar os treinamentos no Brasil e Argentina.

Isso significa que os treinamentos em VDA ministrados pelo IQA são oficiais e equivalentes aos realizados na Alemanha, pela própria VDA. Segundo Alexandre Xavier, gerente de Novos Negócios do IQA, as vantagens de investir num treinamento oficial são diversas, mas a principal é a certeza de conhecer a norma tal como ela é ensinada na Alemanha. “Nosso treinamento é idêntico ao ministrado naquele país, pois nossos instrutores são homologados pela VDA, e está 100% alinhado com as necessidades das montadoras atuantes no Brasil”, afirma.

Outra vantagem é contar com certificado VDA-QMC/IQA válido e reconhecido internacionalmente, além de contar com registro internacional, a Carteirinha VDA-QMC. “Existe muita insatisfação por parte das montadoras e também da própria VDA em relação ao nível de conhecimento das normas pelos profissionais brasileiros envolvidos com esse processo”, revela Xavier. “Muitos descobrem tarde demais que o treinamento realizado foi insuficiente e ineficaz porque não contemplou todas as exigências da VDA”, diz o executivo.

Em recente visita ao Brasil, Thomas Junggeburth, responsável pela área de controle de treinamento e licenças nacionais e internacionais da VDA QMC, revelou que as matrizes das empresas automotivas alemãs estão, cada vez mais, exigentes em relação à qualidade da formação profissional, no que tange o conhecimento das normas VDA. “Muitas começarão a exigir que cada filial no mundo tenha ao menos dois especialistas em normas VDA, com certificação internacional”, disse.

Dessa forma, montadoras como Volkswagen, Mercedes-Benz e MAN, e outras sistemistas e indústrias de autopeças exigirão, em breve, mudanças na aplicação das normas VDA para analise e avaliação de fornecedores, especialmente em relação ao volume 6.3. Vale lembrar que participam diretamente da elaboração das especificações técnicas VDA as empresas Audi, Continental, Daimler, Porsche, Harwan Becker, Knorr-Bremse, Bosch, Rollax, Volkswagen e ZF Sachs.

Calendário – Para atender estas exigências e nova demanda, o IQA montou grade com um calendário especialmente desenvolvido para formar auditores de 1ª e 2ª Partes em VDA 6.3 4ª edição 2010. Os treinamentos estão programados para ocorrer á partir de setembro de 2011.

O treinamento de Auditores de 1ª Parte foca, principalmente, os processos de qualidade de produção da empresa em que o auditor trabalha, enquanto o de 2ª parte foca os processos das empresas fornecedoras.