Mostrando postagens com marcador Seminário da Reposição Automotiva. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Seminário da Reposição Automotiva. Mostrar todas as postagens

quarta-feira, 19 de outubro de 2011

O nascimento de um novo aftermarket


Seminário da Reposição Automotiva atrai público surpreendente e deixa uma grande dúvida no ar: é preciso criar um novo modelo de negócios para este mercado, mas qual?

por Cléa Martins e Patrícia Larsen (publicado originalmente no portal Mercado Automotivo, out/11)

Sabe aquela máxima de que não se mexe em time que está ganhando?

Esqueça. Nesta última edição do Seminário da Reposição Automotiva, que aconteceu no dia 13 de setembro, no Centro Cultural Fiesp – Federação das Indústriasdo Estado de São Paulo –, em São Paulo, os dirigentes das principais entidades e das empresas mais tradicionais deste setor jogaram por terra a famosa teoria popular.

Segundo eles, apesar do ótimo momento pelo qual passa o aftermarket brasileiro, é preciso que o mercado encontre novas formas de fazer negócios se quiser evitar a acomodação cada vez mais comum do seu setor.

“Evidentemente que somos bons no que fazemos e que ainda temos pontos a melhorar, mas vejo que ainda fazemos negócios como na época do meu pai, focados apenas no preço. Temos que ter mais conhecimento dos nossos clientes e das suas necessidades.

O negócio tem que ser feito na base do ganha-ganha, mas para isso temos que buscar um outro modelo de relacionamento e gestão”, afirmou Ana Paula Cassorla Mallusardi, diretora de Marketing e Compras da Pacaembu Autopeças.

Ana Paula foi uma das integrantes da mesa no painel Visão Estratégica da Reposição Automotiva no Brasil, discussão que reuniu, além dela e do mediador, Antonio Carlos Bento, vice-presidente do Sindipeças (Sindicato Nacional da Indústria de Componentes para Veículos Automotores) e coordenador do GMA (Grupo de Manutenção Automotiva), executivos como Edson Brasil, vice-presidente da Delphi Soluções em Serviços para América do Sul, Alberto Ruffini, diretor de Aftermarket e Marketing da TRW para América do Sul, Douglas Lara, diretor de Mercado de Aftermarket da ZF do Brasil, José Carlos Di Sessa, diretor Comercial da Car Central, Rodrigo Carneiro, diretor Comercial da Distribuidora Automotiva, e Antonio Carlos de Paula, diretor e gerente-geral da Pellegrino Distribuidora de Autopeças.

A horizontalização de uma cadeia que, pelo menos teoricamente, sempre se orientou de forma vertical, respeitando a ordem de fornecimento fabricante, distribuidor, varejista, oficina e, por fim, consumidor final, foi o tema que trouxe à tona a necessidade que esses empresários sentem de mudança: “Esse é um momento de transição e provavelmente novos modelos de negócio surgirão. Nós todos estamos disputando mercado e vai sobreviver quem fizer a melhor leitura dos acontecimentos”, disse Ruffini, que admitiu: “O difícil é saber qual a escolha certa e por isso todos sofremos, ninguém quer errar”.

Para Rodrigo Carneiro o fato de se ter um mercado com preços em queda mesmo quando há falta de peças é sinal de que muita coisa precisa ser repensada: “Depois de tantos anos de trabalho, estamos mais fortes. Mas, ao repensar nossos negócios, talvez devêssemos partir de pontos de vista menos extrativistas para um mais associativista”, disse à plateia. Ainda segundo ele, o objetivo da cadeia como um todo deveria estar concentrado no dono do carro: “O consumidor final não conhece nosso produto. Fica frustrado quando tem que reparar o veículo e não pode gastar com outras coisas. Temos que chamar a atenção de todos os elos da cadeia mostrando onde investir – o mecânico em capacitação, o lojista em vendas, deixando o estoque para o distribuidor, afinal ele existe para isso, e, por fim, as fábricas deveriam investir em treinamento e programas de conscientização”.

Segundo Douglas Lara, as empresas do setor precisam investir na construção de valores que possam redefinir não apenas o setor, mas as práticas que o regem: “Lembro de já termos discutido em anos anteriores como enfrentaríamos uma ou outra crise ou problema, e desta vez os ventos sopram favoráveis. No entanto, isso por si só não vai nos levar ao sucesso.

Nosso desafio hoje não é mais o de conseguir entregar ou não uma determinada peça, lógico que pode existir lacunas, mas esse problema já foi superado. Nosso grande desafio hoje é o de como agregar valor ao nosso negócio. Não estamos conseguindo fazer isso com nossa estrutura. Por isso temos que parar e pensar: o que nos trouxe até aqui é o que vai nos levar adiante?”.

Para Edson Brasil, seja qual for esse novo modelo de negócios, é importante que se leve em conta a força da cadeia da reposição: “Somos responsáveis pela manutenção de cerca de 80% da frota de veículos em circulação no País. E isso não acontece no resto do mundo. Mas não podemos achar que isso vai se manter assim para sempre. Os concessionários estão fazendo o trabalho deles, enquanto nós estamos trabalhando para vender mais barato. Encontramos peças de fabricantes tradicionais com preços com diferenças de 30% entre elas, o que não cabe mais para o nosso mercado”.

Além de discutir a estruturação da cadeia, o grupo ainda debateu sobre a importância da capacitação profissional, o aumento de demanda, a capacidade de atendimento de novos e crescentes mercados, como o de motocicletas e de veículos importados, e o investimento constante das concessionárias no setor de reposição e serviços. “Temos um cenário positivo e de muitas oportunidades e são os desafios que permitem que a gente aprimore toda nossa competência.

A expansão conseguida pelos distribuidores ao longo dos últimos anos em todo o País é uma prova disso, ou alguém conhece algum outro segmento que apresente tamanha capacidade de logística?”, exemplificou José Carlos Di Sessa. Mas não foi só a necessidade de mudar velhos hábitos ou de se repensar os negócios da reposição que deram tom ao debate promovido no Seminário deste ano. O bom momento vivido pelo País e principalmente pelo setor de reposição não deve parar por aqui. “Se a gente fizer a coisa certa e trabalhar em gestão, temos tudo para continuar crescendo. O mercado está aquecido e deve continuar assim. Só no ano passado, faturou R$ 20 bilhões, isso sem considerar pneus, vidros e outros componentes”, finalizou Antonio Carlos de Paula.

Outras importantes questões

Enquanto um ditado parece ter caído por terra no Seminário deste ano, um outro se manteve firme – de que informação é a melhor ferramenta de trabalho. Não foi à toa que Raul Velloso, consultor econômico e colunista dos jornais O Estado de S. Paulo e O Globo, foi convidado para participar do evento.

Sua palestra, Cenário Econômico Brasileiro: Perspectivas e oportunidades, mostrou aos presentes que o mundo está cada vez mais integrado e que não existem mercados, nem setores, totalmente alheios aos impactos econômicos mundiais. Além disso, Raul apresentou um comparativo bastante interessante sobre a atual conjuntura econômica brasileira e a de demais países. “Temos vivenciado uma época em que a indústria de transformação tem caído, enquanto os setores de serviços crescem. Tudo isso tem sido propiciado pelo nosso governo que é anti-investimento e pró-consumo, ao contrário do governo chinês, por exemplo”, afirmou.

Se o panorama passado por Velloso fez com que a plateia do evento entendesse melhor alguns reflexos da importação, também mostrou que é preciso cuidar do mercado interno. E a palestra de Alfredo Carlos Orphão Lobo, da diretoria de qualidade do Inmetro, mostrou que o setor tem agido nesse sentido.

O selo Inmetro de autopeças, que deve disciplinar a comercialização dos itens automotivos no Brasil, é uma das medidas mais aguardadas pelo setor no que diz respeito ao combate não apenas de itens piratas e falsificações, mas como empecilho da entrada no mercado nacional de produtos de péssima qualidade. “Para certificarmos uma peça usamos como base normas de qualidade já existentes no País, como as da ABNT (Associação Brasileira de Normas Técnicas) ou no exterior, como as do tipo ISO. E, a partir da implantação do programa, que hoje está em período de adequação, podemos não apenas barrar a entrada de produtos não certificados no País como também apreender produtos sem selo de conformidade ou interditar e multar empresas que trabalhem com esses itens”, explicou Lobo.

Se de um lado a indústria tem investido na valorização de seus produtos, de outro, a certificação também parece ser a bola da vez no setor de serviços. Pelo menos é o que mostrou no evento Paulo Rech, especialista em desenvolvimento industrial do Senai. “Os veículos mudaram e os profissionais devem ser outros. Não é possível que existam mais mecânicos de ouvido, como se dizia antes. A eletrônica embarcada está cada vez mais presente nos novos carros e exige diagnósticos precisos. Lembra o mecânico do Fusca, que consertava o carro inteiro? Isso não existe mais, hoje temos técnicos especialistas em diferentes áreas. A certificação é uma maneira que teríamos de garantir ao consumidor um bom serviço”.

Ao defender a normatização do trabalho dos reparadores Rech apresentou o Sistema Senai de Certificação de Pessoas que, para o segmento, tem como referência a Norma ABNT 15681, que orienta sobre a qualificação do mecânico de manutenção de veículos rodoviários automotores. Antonio Fiola, presidente do Sindirepa-SP (Sindicato da Indústria de Reparação de Veículos e Acessórios do Estado de São Paulo), um dos grandes incentivadores da normatização da categoria, também se apresentou no evento. Segundo ele, os veículos evoluem ano a ano, o que complica os processos de manutenção. “Estamos num momento muito positivo de nossa história e, da mesma forma que me preocupo com alguns problemas, também me alegro em saber que temos nossas oficinas cheias, que as pessoas confiam na gente. Precisamos fazer isso valer, nos valorizar. Valorizar nossa mão de obra. Acredito que a certificação é um caminho”, diz Fiola. (N. do Blog: A Certificação do Profissional é fundamental, porém deve ser aliada à Certificação da Empresa, na qual o IQA oferece um reconhecimento do sistema de gestão da empresa, que é fundamental para o aproveitamento e resultados adequados dos profissionais envolvidos, com o máximo de benefícios para o consumidor final).

Em sua palestra o dirigente do Sindirepa-SP destacou ainda a importância do meio ambiente hoje dentro das oficinas. “Convivemos de perto com as exigências ambientais, como a do correto descarte de óleo lubrificante, e muitos de nós não perceberam ainda que, por outro lado, o meio ambiente é hoje um dos nossos grandes geradores de demanda. Precisamos saber usar isso a nosso favor e orientar nossos clientes sobre a importância da prevenção, seja ambiental ou de segurança”. (N. do Blog: Aqui também é importante ressaltar a possibilidade de reconhecimento de empresas de reparação automotiva que possuem um sistema de gestão ambiental através do IQA, apoiando-as no atendimento à legislação aplicada, o Selo Verde IQA-CESVI).

E por falar em prevenção, o engenheiro Olímpio Melo Álvares Jr., da Cetesb (Companhia de Tecnologia de Saneamento Ambiental) explicou por que São Paulo e outros Estados e cidades no País ainda não implantaram seus programas de inspeções de veículos: “O Conselho Nacional de Meio Ambiente (Conama), através da Resolução nº 418, determinou um prazo e a forma para a implantação da inspeção ambiental nos vários estados da federação, seguindo o que já ocorre nas cidades de São Paulo e do Rio de Janeiro. Nós do Governo do Estado de São Paulo já estamos com tudo pronto e com o programa em fase de licitação há muito tempo. Não foi feito ainda porque esbarramos primeiro na resolução do Contran, de regulamentação dos itens de segurança, e depois na implantação da inspeção municipal de São Paulo”.

O evento

O Seminário da Manutenção Automotiva é considerado pelos representantes das principais entidades e empresas do setor o mais importante encontro anual do segmento. “Mais uma vez nos encontramos nesse evento que se consolida como o mais importante deste setor”, cumprimentou os presentes na abertura do evento Renato Gianinni, presidente da Andap (Associação Nacional dos Distribuidores de Autopeças) e do Sicap (Sindicato do Comércio Atacadista de Peças e Acessórios para Veículos de São Paulo).

Junto a ele, abriram a 17ª edição do Seminário, Elias Mufarej, diretor geral da Fiam para a América Latina e conselheiro administrativo do Sindipeças, Antonio Fiola, Antonio Carlos Bento, Álvaro Pereira, primeiro tesoureiro do Sincopeças-SP (Sindicato do Comércio Varejista de Peças e Acessórios para Veículos no Estado de São Paulo) e José Nogueira, diretor do IQA (Instituto da Qualidade Automotiva):

“Esse evento é um momento de reflexão e acho que essa platéia reflete o interesse e a preocupação crescente do nosso mercado com qualidade, de produtos ou serviços. E refletir sobre o aspecto da qualidade faz com que a gente não tema ninguém. Quem faz o Brasil somos nós”, afirmou Nogueira.

Realizado pelo GMA, que integra as principais entidades do setor – Sindipeças, Anda, Sicap, Sincopeças e Sindirepa –, o evento é organizado pelo Grupo Photon. Nesta edição, presidida por Elias Mufarej, o encontro reuniu cerca de 500 profissionais, entre representantes de todos os elos da cadeia de reposição e até de montadoras: “O mercado brasileiro está cada dia mais interessante e cabe a cada um de nós tornar nossos produtos e nossas empresas mais competitivos e atraentes ao consumidor.

As entidades que nos representam trabalham para isso; neste ano, por exemplo, o evento mostra os frutos de trabalhos que vêm sendo feitos e que devem beneficiar todo o setor, como os programas de certificação dos componentes pelo Inmetro e dos reparadores pelo Senai”.

Ao final do evento, dois iPads 2, oferecidos pela Car Central (Roles), foram sorteados ao público presente.

Acompanhe as novidades no site do evento: www.seminarioautomotivo.com.br


Veja a galeria de fotos completa no site: www.seminarioautomotivo.com.br/fotos.html

quarta-feira, 4 de agosto de 2010

Realizado ontem o Seminário da Reposição Automotiva


Ontem compareci ao Seminário da Reposição Automotiva, que contou com o auditório da FIESP lotado (cerca de 450 pessoas), e em minha opinião o melhor conteúdo já apresentado pelo evento desde 2004, quando compareci pela 1ª vez.

O IQA participou na abertura do evento, representado por Márcio Migues, diretor presidente, além de ter apoiado a ocasião patrocinando a pesquisa interativa - segue abaixo um pequeno resumo do que ocorreu:

Abertura Oficial

Participantes: João Guilherme Sabino Ometto, 2º vice-presidente da Fiesp; Paulo Butori, Presidente do Sindipeças; Renato Giannini, Presidente da Andap e Sicap; Francisco de La Torre, Presidente do Sincopeças-SP; Antonio Fiola, Presidente do Sindirepa-SP; Marcio Migues, Presidente do IQA; José Edison Parro, Presidente da AEA; Alfredo Peres, Diretor do Denatran.

Destaco a explanação de Alfredo Peres, que após questionamento de Paulo Butori, comentou o apoio público do Denatran e do próprio governo (citou o presidente Lula) para a Inspeção Técnica Veicular. Ressaltou porém a complexidade de um processo como esse, já em trâmite como projeto de lei, o que demandará inevitavelmente mais tempo para amadurecimento e real início. Parabenizou também o segmento de "aftermarket" automotivo, pela iniciativa do Programa Carro/Caminhão/Moto 100%.

Márcio Migues destacou em sua fala a retomada do plano de compulsoriedade de produtos automotivos no País, ferramenta fundamental da sociedade para prover mais segurança para o consumidor e concorrência mais leal de mercado. Essa iniciativa foi a motivadora da própria criação do IQA em 1995, e para a qual o Instituto estará plenamente preparado para apoiar as empresas.

Pesquisa Interativa

A pesquisa interativa foi patrocinada pelo IQA, e destacou questões relevantes para o mercado de reposição. Alguns resultados:

• Houve divisão relativamente proporcional na participação dos diferentes elos da cadeia aftermarket no evento, com predominância de fabricantes e oficinas mecânicas.

• Sobre as razões que impedem o desenvolvimento do aftermarket, mais de 60% do público apontou a guerra fiscal/incidência de tributos como principal problema.

• Como ponto forte do varejo atualmente, foi destacada a profissionalização dos colaboradores e logística.

• O investimento em qualidade foi um dos principais aspectos apontados como fundamentais para atendimento do aumento recorde da frota nos últimos anos.

• Como aumentar a capilaridade da reposição independente, devido ao aumento da demanda? Planejamento e "just in time".

• Como combater a pirataria? Integrar esforços do aftermarket independente, com montadoras e governo.

Palestra: Como é formada a cadeia produtiva do aftermarket na Europa, como estão atuando e quais recomendações podem transmitir para a América Latina, em especial para o Brasil.

Síntese: A Europa é um continente onde os países que o formam tem suas empresas que compõem o universo automotivo legislada a um bom tempo, seja do funcionamento de oficinas mecânicas, os regramentos comerciais de distribuição de autopeças, a comercialização de veículos, passando por movimentos como o Direito da Reparação (Right to Repair) e a preocupação com a proteção do design por parte das montadoras. Quais recomendações podem transmitir para a América Latina, em especial ao Brasil?

Palestrante: Hans Eisner, Presidente e CEO do Grupo Auto Union.

Perguntas e Respostas

Mediador: Rodrigo Carneiro, Diretor Comercial da Distribuidora Automotiva S/A e Vice-presidente da Andap e Sicap.

A palestra destacou as principais tendências na Europa para o aftermarket, segue abaixo as principais:O aumento crescente da tecnologia embarcada é um grande desafio para o aftermarket, obrigando o mercado a transferir cada vez mais conhecimento para atendimento da demanda.

Está em discussão a definição de requisitos comuns para padronização da Inspeção Técnica Veicular em toda a Europa.

A distribuição de peças originais para rede independente já ocorre, e deve crescer cada vez mais.

Vendas online de peças, com serviços agregados muitas vezes, já é uma forte realidade (eBay, Amazon já atuam nesse segmento).Foi destacada também a campanha Right to Repair, sempre em foco nos eventos dos últimos anos, que tem como principal mote viabilizar a escolha livre para o consumidor sobre onde direcionar seu veículo para reparo. Entre outras ações derivadas dessa iniciativa, hoje em dia as montadoras são obrigadas a fornecer informações técnicas para atuação da rede independente.

A conclusão principal dessa palestra e debate é o aumento crescente da necessidade de qualificação do mercado aftermarket, ocorrendo em paralelo com o aumento de agressividade na questão de preços, resultando em margens menores de ganho.

Ou seja:

As empresas precisam melhorar a gestão de seus clientes, considerando que os serviços tornar-se-ão cada vez mais caros.

e/ou

É hora de agregar valor (aumentando o lucro) através de serviços adicionais diferenciados, especialmente para oportunidades B2B.

Palestra: Inspeção Técnica Veicular / Carro 100%

Síntese: Diante da consolidação do programa de inspeção veicular e seus desdobramentos pelo país, faz-se necessária uma discussão mais ampla junto a cadeia produtiva de reposição com o objetivo de estarem preparados para o atendimento da inspeção técnica, agora no quesito de itens de segurança.

O setor deve garantir o abastecimento de peças, de sustentação da qualidade dos componentes comercializados, da capacitação comprovada na prestação de serviço e uma comunicação orientada para esclarecer os consumidores da importância da segurança nos veículos.

Comentários: Antonio Carlos Bento, Conselheiro do Sindipeças.

Sempre bastante direto e contundente, o tema foi tratado com propriedade por Bento, que também é diretor do IQA:

• 30% dos acidentes ligados a veículos automotores têm origem em problemas mecânicos.

• A manutenção preventiva é o caminho, aumentando a segurança dos usuários de veículos (e terceiros), e ampliando negócios para o aftermarket.

• A Inspeção Técnica Veicular já é realizada em quase 50 países, com resultados contundentes. A Costa Rica, um deles, possui índice de 2,8 mortes/10.000 acidentes, enquanto o Brasil convive com 12,4 mortes/10.000 acidentes - os índices da Costa Rica antes da ITV eram similares aos atuais do nosso País.

• É estimada a geração de 65.000 empregos com sua implementação (GMA).



Palestra: Estudos iniciais sobre a garantia das autopeças. Você pode contribuir muito! Apresentação de caso inovador no Brasil

Síntese: Os modelos de garantias adotados hoje no mercado atendem as necessidades dos consumidores? A garantia hoje é um ponto frágil da reposição? Padronização seria um caminho? Um estudo responsável da garantia de autopeças é de extrema importância, pois não se trata apenas da substituição de um componente, questões tributárias, qualidade, laboratórios de ensaios acreditados, entre outros formam um conjunto complexo em um mercado onde as especificações do veículo são altamente técnicas, enquanto sua reposição fundamenta-se comercialmente. Uma visão deste assunto é na relação com o consumidor, onde a oficina está no momento da verdade com o consumidor, o outro, é o processo de bastidor onde é envolvido o varejo, a distribuição e o fabricante.

Palestrante: Jeser Madureira, Gerente de Qualidade de Serviços da Valeo; Rodrigo Jimenez, Diretor Comercial da Mondial Assistance Brasil.

Painel de Debates

Mediador: Antonio Fiola, Presidente do Sindirepa-SP.

Participantes: Frederico dos Ramos, Diretor Comercial da Ginjo; Antonio Carlos de Paula, Diretor e Gerente Geral da Pellegrino; Helton de Andrade, Diretor da Internacional Peças; Ranieri Palmeira Leitão, Diretor Geral da Autopeças Leitão; César Garcia Samos, Diretor da Mecânica do Gato; Ricardo Paulino Ramos, Diretor da Auto Center Advanced.

A Valeo mostrou grandes diferenças e problemas que impactam na satisfação de toda a cadeia quanto a garantia (destacando-se distância fabricante - reparador, falta de capacidade varejo/distribuição de avaliar tecnicamente o problema).

Considerando esses problemas, a empresa buscou uma solução pioneira em serviços, através da Mondial Assistance que mostrou, entre outros dados, que apenas 31% dos veículos possuem algum tipo de seguro.

A ideia foi utilizar a estrutura da seguradora, com atendimento imediato e presencial, verificando o problema e realizando a troca, ou explicando didaticamente o erro na instalação.

Além do atendimento, esse esforço permite mapear regiões do País com mais carência de informações, evoluindo a qualidade em toda a cadeia.

Quase como um consenso, os participantes no debate afirmaram que o maior problema com as peças em garantia é a aplicação, ou seja, falta de qualificação de quem as instala. Porém foi reforçado que exitem situações de erro de fabricação também, e portanto o fabricante deve ser responsável quanto aos seus deveres e principalmente em relação ao consumidor final, normalmente o mais prejudicado.

Diversas sugestões acabaram sendo feitas pelo grupo, para melhoria da questão da garantia: credenciamento de varejistas (nota do IQA: a certificação poderia ser esse balizador), liberação de crédito imediato e acerto de contas após análise técnica, postos autorizados de fabricantes com pronto atendimento.

Case de sucesso no combate a pirataria

Síntese: A transformação de indústrias locais em distribuidoras de produtos importados não é uma novidades em nosso país. O que ocorre agora com o segmento de autopeças tem semelhanças com o que aconteceu com o setor óptico na última década. Espremidos pela competitividade mundial, a saída foi terceirizar a produção e o consequente crescimento na importação de produtos. Este ingresso de produtos não ficou restrito às empresas formais e de atuação idônea no mercado. As mais diversas ilegalidades, em especial o ingresso de produtos piratas, assumiu participação significativa junto aos consumidores. Entenda como a ABIÓPTICA – Associação Brasileira da Indústria Óptica, juntamente com o IMEPPI – Instituto Meirelles de Proteção à Propriedade Intelectual estão conseguindo reverter este cenário. Conheça este case de sucesso para que sirva de benchmarking para o setor automotivo.

Palestrante: Flávio Augusto Nunes de Meirelles, Presidente do IMEPPI – Instituto Meirelles de Proteção à Propriedade Intelectual.

O case em todos os aspectos mostrou uma clara relação com o setor automotivo, sendo uma grande referência de sucesso para as ações já em andamento.

Foi enfatizada a importância da normatização, padronização como barreira comercial, defendendo o mercado contra a ilegalidade.

A união da cadeia foi fundamental para o sucesso da ação: fabricantes, importadores, distribuidores e varejistas se uniram por um objetivo comum.

Uma das ações mais relevantes doi o auxílio às retenções/apreensões com a apresentação de Laudos de Autenticidade e Conformidade com Normas Técnicas de Qualidade - priorizando o Consumidor (mesmo sem certificação compulsória pelo governo, que facilitaria ainda mais o controle, já conseguiram significativo sucesso com essa frente de atuação).

Óculos são hoje em dia o produto com maior número de apreensões (17 milhões desde 2004), mesmo não sendo a prioridade do governo (que foca em cigarros). Tudo isso graças ao sucesso das iniciativas de toda a cadeia.

O aspecto da segurança, explorado na campanha junto ao consumidor, foi fundamental para a conscientização da sociedade (sugeriu mesmo foco para o automotivo, o que já vem ocorrendo).

Os produtos apreendidos são destruídos, mas depois reciclados, gerando outro benefício pro País. Concluiu sua apresentação reforçando mais uma vez a necessidade de união de toda a cadeia.

Palestra: "Qual o impacto da Nota Fiscal Eletrônica e que benefícios essa nova tecnologia trouxe para o mercado?"

Síntese: Como o instrumento da Nota Fiscal Eletrônica pode contribuir para uma competição mais equilibrada na reposição automotiva? Todos os elos da cadeia produtiva devem estar preparados, e seu negócio pode estar informal e suas chances de estar no mercado nos próximos anos é mínima. Vamos entender como pensa o órgão arrecadatório e nosso país para não deixar a imagem da reposição na condição de informal.

Palestrante: José Guarino, Radar Fiscal.

Perguntas e Respostas

Mediador: George Rugitsky, Conselheiro do Sindipeças.

Apresentação e assunto muito relevantes, com explanação sobre diversas informações bastante úteis para as empresas, concluindo com um recado definitivo: o mundo mudou (especialmente quanto aos controles fiscais, graças a tecnologia), e quem não se adequar não conseguirá sobreviver no mercado.

segunda-feira, 19 de julho de 2010

Confirmada participação IQA no Seminário da Reposição Automotiva


A Abertura Oficial contará com participantes como Gilberto Kassab, Prefeito da Cidade de São Paulo; Benjamin Steinbruch, Presidente da Fiesp; Marcio Migues, Presidente do IQA; Antonio Fiola, Presidente do Sindirepa-SP; Paulo Butori, Presidente do Sindipeças-SP; Renato Giannini, Presidente da Andap e Sicap; Francisco de La Torre, Presidente do Sincopeças-SP; Besaliel Botelho, Presidente da SAE; José Edison Parro, Presidente da AEA; Alfredo Peres, Diretor do Denatran.
 
O Seminário da Reposição Automotiva é uma realização do GMA (Grupo de Manutenção Automotiva) que integra as principais entidades representativas do setor - Sindipeças (Sindicato Nacional da Indústria de Componentes para Veículos Automotores), Andap (Associação Nacional dos Distribuidores de Autopeças), Sicap (Sindicato do Comércio Atacadista de Peças e Acessórios para Veículos de São Paulo), Sincopeças (Sindicato do Comércio Varejista de Peças e Acessórios para Veículos no Estado de São Paulo) e Sindirepa (Sindicato da Indústria de Reparação de Veículos e Acessórios do Estado de São Paulo) e organizado pelo Grupo Photon.

Mais informações em http://bit.ly/nOowb