terça-feira, 7 de fevereiro de 2012

IQA distribui manuais em português para gestão da qualidade de tratamento superficial de autopeças

O CQI-11 e CQI-12, desenvolvidos pela AIAG, abordam metodologias para avaliação de sistemas de tratamento superficial específicos para o setor automotivo, para indústria e oficinas de reparo

release de imprensa IQA - jan/12

São Paulo, janeiro de 2012 – Como diz o ditado, a primeira impressão é a que fica. No setor automotivo, isso é uma regra e, por este motivo, é fundamental investir em sistemas de gestão e controle de qualidade em tratamento e revestimento de superfície.

Em auxílio às empresas que não abrem mão disso, o IQA – Instituto da Qualidade Automotiva, organismo de certificação acreditado pelo Inmetro, criado e dirigido pela Anfavea, Sindipeças, Sindirepa e outras entidades do setor, disponibiliza em português os manuais CQI-11 e CQI-12, da AIAG (Automotive Industry Action Group), que abordam metodologias para avaliação de sistemas de tratamento superficial para autopeças.

O CQI-11 é específico para a metodologia de deposição, que utiliza banhos polarizados eletricamente para cobrir a superfície a ser tratada ou pintada. Neste processo, o produto é ligado ao pólo negativo de uma fonte de energia e submerso em tinta com carga positiva, que adere à superfície do produto pela atração. Por exigir alto nível de complexidade, é mais freqüente em indústrias.

Já o CQI-12 avalia sistemas de tratamento superficial de diferentes processos (revestimento em pó, eletrostático, spray, imersão/agitação e autoforética), do pré-tratamento à cura, assim como os equipamentos, sendo indicado tanto para indústria quanto para oficinas de reparo automotivo.

“São manuais que auxiliam os profissionais na gestão e controle de qualidade nos processos de tratamento de superfície e revestimento, pois apresentam de forma simples e didática o passo-a-passo dos diversos itens, através de ‘check-lists’ a serem verificados em cada fase do processo”, avalia Alexandre Xavier, gerente de Novos Negócios do IQA, ao ressaltar que contam ainda com a vantagem de serem traduzidos para o português.

Os manuais são de autoria da AIAG, uma organização mundialmente reconhecida fundada por montadoras norte-americanas com objetivo de reduzir custos e a complexidade das operações na indústria automotiva, por meio da colaboração. Dessa forma, os procedimentos descritos nos manuais foram amplamente discutidos por especialistas que vivenciam o dia a dia das atividades propostas.

Esses manuais são oferecidos atualmente em condições especiais, custa cada um R$ 53,90 e para compra conjunta dos CQIs 11 e 12 o valor total sai por apenas R$ 99. Os manuais podem ser adquirido pelo site do IQA (www.iqa.org.br). Mais informações pelo e-mail manuais@iqa.org.br ou pelo telefone 11.5533-4545, valendo a pena questionar sobre possibilidades diferenciadas para aquisição de quantidades maiores de publicações.

Cuidados com a frota valorizam patrimônio


A dica é sempre fazer manutenção preventiva, pois além de conservar o veículo sempre em boas condições, é mais econômico e dá menos dor de cabeça

release de imprensa IQA - jan/12

São Paulo, janeiro de 2011 – No dicionário, frota é definido como o “conjunto de veículos pertencentes a uma mesma empresa”. Os veículos podem ser automóveis, caminhões, ônibus, motocicletas, tratores etc., e, além disso, a frota pode ser mista, com mais de um tipo deferente de veículo, leve ou pesado, de passeio ou comercial. Mas importante mesmo é realizar a devida manutenção preventiva nos veículos, para que eles operem sempre com segurança e respeito ao meio ambiente.

O motivo é simples: evitar problemas. “O risco de utilizar uma frota sem manutenção é muito grande”, afirma José Palacio, coordenador de Certificação de Serviços Automotivos do IQA - Instituto da Qualidade Automotiva, organismo de certificação acreditado pelo Inmetro, criado e dirigido pela Anfavea, Sindipeças, Sindirepa e outras entidades do setor.

Palacio explica que a manutenção preventiva deve ser realizada periodicamente nos sistemas de segurança (direção, freios, iluminação, suspensão, pneus etc., inclusive espelhos retrovisores limpadores de parabrisas e extintor de incêndio), emissões (regulagem do motor e sistemas de admissão e escape), e também dos itens de estética (funilaria, pintura, carroceria, implementos etc.).

“A manutenção preventiva é a opção mais inteligente de gestão da frota, pois evita acidentes, multas, gastos desnecessários com reparos emergenciais e ainda possibilita a programação das paradas”, afirma Palacio.

Em muitos casos, os empresários deixam de realizar a manutenção do veículo por falta de locais confiáveis para a realização deste tipo de serviço. O IQA, como organismo acreditado pelo Inmetro, presta um serviço de utilidade pública aos consumidores, ao promover a certificação voluntária entre as empresas de reparo de veículos.

Trata-se de uma segurança a mais para o consumidor, pois uma oficina certificada pelo IQA passa por diversas auditorias que avaliam todos os processos e procedimentos, para que os serviços sejam padronizados e sempre com o mesmo nível de qualidade. Para tanto, mantém no site (www.iqa.org.br) uma lista atualizada das oficinas mecânicas, retíficas, e concessionárias que investem em qualidade.

Multa

De acordo com o Código Brasileiro de Trânsito (CBT), é infração grave com pena de multa e medida administrativa (retenção do veículo para regularização) conduzir o veículo em mau estado de conservação, comprometendo a segurança, ou reprovado na avaliação de inspeção de segurança e de emissão de poluentes e ruído (Art. 230, parágrafo XVIII).

Além disso, Palacio lembra que é muito mais econômico fazer a manutenção preventiva do que a corretiva. “Na corretiva, além do risco de comprometer outros componentes, o veículo fica parado por um período maior, o que para um empresa significa prejuízo”, diz.

Valorização do bem

Um ponto a destacar em todo tipo de frota é a manutenção do investimento. Palacio lembra que é importante conservar os veículos sempre atualizados e em boas condições, inclusive em relação às partes não mecânicas, como carroceria, funilaria etc., para não depreciar o valor do bem.

“Algumas transportadoras acreditam que ganham mais quando sobrecarregam o veículo com peso acima do especificado pelo fabricante, o que é um erro, pois além de provocar um desgaste maior em sistemas como suspensão, freios e pneus, danifica o asfalto e pode ocasionar multas”, explica o especialista do IQA.

Segundo o Art. 231 do CBT, transitar com o veículo (parágrafo I) - danificando a via, suas instalações e equipamentos a infração é gravíssima, com penalidade de multa e retenção do veículo para regularização. Além disso, no mesmo artigo, parágrafo V (com excesso de peso, admitido percentual de tolerância quando aferido por equipamento) a infração é média, com multa e retenção do veículo e transbordo da carga excedente.

Economia

Assim, a realização da manutenção preventiva é uma vantagem em todos os sentidos, mas principalmente para o bolso, pois além de evitar multas e até mesmo a apreensão do veículo, proporciona economia.

Estudos indicam que a manutenção preventiva é até 800% mais em conta do que a corretiva. Um exemplo é a troca da correia dentada em automóveis. “Quando os prazos de substituição são respeitados, como determina o manual do veículo, dificilmente haverá problemas, mas, do contrário, se for negligenciado, o serviço que em média custa R$ 200,00 pode sair por mais de R$ 1.500,00, se a correia romper e houver necessidade de reparar o cabeçote do motor”, afirma Palacio.

Dica

Para o especialista, é importante o gestor da frota montar uma planilha para acompanhar diariamente o uso e desgaste do veículo. “O empresário pode criar uma tabela simples, em que ele registra todas as manutenções realizadas, e guarda as notas fiscais, podendo até implantar uma gestão de frota para monitoramento de indicadores bem mais confiáveis” exemplifica.

Ele lembra que todo veículo vem com um manual do usuário, que especifica os cuidados com o veículo, de acordo com a forma de utilização e conforme a quilometragem. “Se forem realizadas as manutenções de acordo com o manual, terá um veículo bom por um longo período de tempo e, quando for renovar a frota, o bem não estará com valor depreciado”, comenta.

Para quem já tem um processo implantado, a dica do especialista é manter a frota o mais jovem possível. “Veículos com muito tempo de uso tendem a necessitar de manutenção com maior freqüncia e menor valor de revenda”, afirma.

IQA oferece novos treinamentos inovadores em Metodologia Seis Sigma

A oferta do novo formato, envolvendo formação e certificação pelo IQA começa em fevereiro para formação de Green Belt; em abril para Black Belt e maio para Master Black Belt

release de imprensa IQA - jan/12


São Paulo, janeiro de 2011 – A partir de fevereiro, o IQA - Instituto da Qualidade Automotiva, organismo de certificação acreditado pelo Inmetro, criado e dirigido pela Anfavea, Sindipeças, Sindirepa e outras entidades do setor, inicia novas turmas de treinamento em Metodologia Seis Sigma, prática de gestão voltada para melhorar a lucratividade, aumentar a participação de mercado, reduzir custos e otimizar as operações da empresa.

Coordenado pelo Prof. M. Sc. J. G. Buchaim, um dos pioneiros em Metodologia Seis Sigma no Brasil, o treinamento realizado pelo IQA é 100% voltado às necessidades das empresas do setor automotivo. “A Metodologia Seis Sigma surgiu da necessidade de se ter um roteiro para conseguir grandes melhorias em processos com mau desempenho, em termos de má qualidade, custos altos e atrasos, que afetam a competitividade”, explica Alexandre Xavier gerente de novos negócios do IQA. “A grande inovação do processo proposto pelo IQA é a possibilidade não apenas de formação, mas também a certificação do profissional. Durante o treinamento o participante desenvolverá em paralelo seu projeto, garantindo o máximo de resultado através dessa qualificação”, completa.

Certificação profissional IQA – O treinamento de Metodologia Seis Sigma do IQA é dividido em formação e certificação de Green Belt, formação e certificação de Black Belt, e formação e certificação de Master Black Belt. Para Green Belt são duas turmas, sendo que a primeira inicia em 25 de fevereiro e finaliza em 30 de junho, e a segunda, vai de 14 de julho a 24 de novembro. “Os Green Belts participam de projetos de melhoria de qualidade analisando e solucionando problemas de qualidade, e dão suporte aos Black Belts”, explica Xavier.

Já o treinamento de formação e capacitação de Black Belt tem início em 14 de abril, com duração até 24 de novembro. “Este é um treinamento mais extenso, pois o Black Belt é um especialista em Seis Sigma e lidera as equipes de Green Belts nos diversos projetos em que estão inseridos”, diz Xavier, ao lembrar que para ser Black Belt o aluno não precisa ser, necessariamente, Green Belt.

O Prof. Buchaim também coordena o grupo de instrutores que ministrará o treinamento de formação e certificação de Master Black Belt, no período de 5 de maio a 25 de agosto, voltado aos Black Belts mais experientes, para adquirirem conhecimento ainda mais avançado da Metodologia Seis Sigma.

Metodologia Seis Sigma – A Metodologia Seis Sigma foi desenvolvida no início dos anos 1980, para medir defeitos e melhorar a qualidade global, por meio de técnicas estatísticas apoiadas em softwares como o Minitab, e pelas metodologias DMAIC e DMADV.

A metodologia DMAIC (sigla em inglês para Definir - Define, Medir - Measure, Analisar - Analyse, Melhorar – Improve, e Controlar – Control) é utilizada para um processo já existente, enquanto o DMADV (Definir, Medir, Analisar, Projetar e Verificar) é utilizado para a criação de um novo produto ou processo.

Os treinamentos ocorrem sempre aos sábados, com carga horária de oito horas por dia. As inscrições estão abertas e podem ser feitas pelo site do IQA (www.iqa.org.br). Mais informações pelo telefone 11.5533-4545.

Caminho para consolidação


Nossos engenheiros são criativos, mas precisamos de mais jovens interessados na carreira de engenheiro, assim como mais engenheiros dedicados a transformar conhecimento em produtos inovadores.


por Mario Guitti*

O Brasil é a bola da vez para a indústria automotiva mundial. Isso é um fato, uma vez que a crise financeira internacional estagnou o crescimento nos principais mercados. As soluções virão, e como tudo, uma hora volta ao normal.

Cabe a nós, brasileiros, aproveitarmos este momento para nos fortalecer definitivamente no cenário internacional como fabricantes de automóveis e, principalmente, desenvolvedores de tecnologia.

Já estamos dando um passo interessante com o Parque Tecnológico de Sorocaba, que vai ter nas imediações uma empresa âncora a terceira planta da Toyota no país. Além da montadora de origem japonesa, outras 12 empresas, todas fornecedoras, estarão presentes no local.

Esta é uma prova de que o Brasil é um bom lugar para se investir. Vale lembrar que a General Motors elegeu o País para abrigar um dos cinco centros de desenvolvimentos de produtos que possui ao redor do mundo.

Mas, ainda temos um gargalo para solucionar. Ainda faltam profissionais para que o Brasil dê um salto em tecnologia. Precisamos de doutores, pesquisadores e muito mais pessoas atuando na indústria, desenvolvendo tecnologias que podem se transformar rapidamente em bens de consumo.

Nós, do IQA – Instituto de Qualidade Automotiva, somos defensores do desenvolvimento tecnológico da nossa indústria. Nossos engenheiros são criativos, mas precisamos de mais jovens interessados na carreira de engenheiro, assim como mais engenheiros dedicados a transformar conhecimento em produtos inovadores.

Além de recursos humanos, precisamos de equipamentos e laboratórios independentes, em que não somente uma empresa seja beneficiada, mas toda comunidade de engenharia. A GM deu provas, recentemente, de que vender serviços de engenharia é um bom negócio. Em 2011, planejava vender cerca de US$ 500 milhões, de acordo com notícia veiculada no site Automotive Business, no dia 27 de julho.

O IQA é uma organização que nasceu da união de vários segmentos da indústria automotiva brasileira, inclusive do setor acadêmico e do governo. Estamos sempre dispostos para auxiliar toda a cadeia do setor a se organizar da melhor forma possível para que nossa engenharia e nossos produtos conquistem cada vez mais espaço no cenário mundial.

O Parque Tecnológico de Sorocaba pode ser um forte candidato a abrigar toda essa estrutura que o Brasil precisa para ser uma potência mundial no setor automotivo. Nossa capacidade está mais que demonstrada e, um projeto assim com certeza incentivaria muitos jovens a ingressar na carreira.

Temos uma oportunidade única pela frente, e precisamos trabalhar conscientes de que podemos e devemos aproveitá-la, para que nosso futuro seja ainda mais promissor. É tempo de juntar esforços: governo, academia e setor produtivo, para consolidar o que já conquistamos nos últimos anos.

*Mario Guitti é superintendente do IQA - Instituto da Qualidade Automotiva


domingo, 22 de janeiro de 2012

Falar bem em conversas e apresentações

É importante, pessoal e profissionalmente, saber como se comunicar bem em todas as situações, desde uma simples conversa com amigos até as apresentações mais complexas

Acabei de ler um "pocket book" de Reinaldo Polito, chamado "Superdicas para Falar Bem em Conversas e Apresentações", que apresenta 60 dicas práticas sobre postura e abordagem de comunicação em público. Interessante dentro da proposta de informações simples e diretas, resumirei abaixo as 12 dicas que considerei mais relevantes:

01) Aprenda a conversar

Como qualquer outra atividade, realizar apresentações é algo que fazemos melhor a cada vez que treinamentos mais. Exercite-se conversando sempre que possível, em eventos, na fila do banco, no táxi (taxistas, aliás, são ótimos parceiros de papo, pois possuem opinião sobre tudo!). Desenvolva sua capacidade de contar histórias de forma interessante e (tão importante quanto) saber perguntar e ouvir.

02) Saiba contar histórias

Nada mais chato (e contraproducente) do que aquelas apresentações onde a pessoa lê os slides, como aquele professor que copiava o livro na lousa. Histórias reais, que façam os ouvintes se verem na mesma, é definitivamente a melhor forma de transmitir informações, envolver quem está assistindo e garantir o máximo de retenção.

03) Deu branco

Existe algo pior do que, em meio a uma conversa ou apresentação, você simplesmente esquecer o que devia falar, uma determinada palavra ou mesmo a linha de pensamento que estava seguindo? O nervosismo que pode decorrer dessa situação acaba ajudando menos ainda... O truque que utilizo nesse tipo de situação é continuar a falar, desenvolvendo o assunto do ponto em que você se encontra, mantendo a tranquilidade e fugindo do bloqueio que apareceu. Na imensa maioria das vezes o que você havia esquecido aparece como mágica em sua mente, e você pode continuar sua exposição normalmente.

04) Não arme barraco

É muito comum que determinados ouvintes o desafiem, travando uma disputa real de conhecimento ou posições. O ideal nessa situação é agir da mesma forma que pessoas normais agem na sua vida real, em família ou com vizinhos, percebendo que muitas discussões acabam sendo absolutamente inúteis, e insistir no seu ponto-de-vista poderá fazer apenas com que a situação adquira uma proporção muito maior do que merecia. Dê razão para o interlocutor, integral ou parcialmente, e continue sua apresentação normalmente.

05) Fale com envolvimento

Se você não acreditar realmente no que está apresentando, isso será inevitavelmente percebido pelos ouvintes e fatalmente o levará ao descrédito perante a plateia. Selecione portanto muito bem sobre o que irá falar, e garanta que você efetivamente pense conforme pretende se expressar. As emoções e credibilidade em sua fala virão como uma consequência natural desse seu envolvimento real.

06) Demonstre conhecimento

De nada adianta você acreditar, como falei no tópico acima, se você não entender suficientemente do assunto que está expondo. É fundamental não vender uma mentira, mostrar-se como um especialista em algo que não entende detalhadamente. Isso não significa que você não possa realizar uma apresentação sobre um tema do qual não é especialista técnico, mas foque-se em pontos de sua experiência pessoal que tenham relação com o assunto, trazendo algo novo e com uma abordagem rica para quem você pretende comunicar.

07) Leve em conta o perfil dos ouvintes

A comunicação é uma arte que é fundamentada na capacidade de uma mensagem ser o mais adequadamente transmitida e entendida. Existem "n" formas de contar a mesma história, e a diferença entre a mesma ser bem entendida e gerar os resultados esperados é justamente, sendo você um bom comunicador, entender com quem você está falando. Por isso pesquise com antecedência o perfil de seu público, verificando aspectos como região, idade, gênero, classe social, interesse no evento.

08) Mantenha os ouvintes acordados

O cuidado fundamental para sua apresentação não se tornar monótona é oscilar estrategicamente o ritmo de sua exposição. Aumente e diminua o tom de sua voz, de acordo com alguns pontos que deseja enfatizar. Repita, com palavras diferentes, as mensagens que precisam ser melhor gravadas. Utilize recursos diferenciados de áudio e vídeo, sem correr o risco de exagerar. Conte histórias, envolva a plateia diretamente.

09) Planeje bem suas apresentações

Planejamento é ganhar tempo, e não perdê-lo, em qualquer aspecto de nossa vida. Realizar uma apresentação sem planejamento aumenta a possibilidade de situações imprevistas, e consequentemente arriscadas. Analise quais os objetivos de sua apresentação e quem será a plateia. Pense como suas ideias devem ser transmitidas para esse perfil de público. Garanta conteúdo que de alguma forma cubra as seguintes etapas primordiais: uma introdução ao tema, alinhando conceitos e expectativas. Mostre como o assunto é percebido por fontes diferenciadas, porém acreditadas pela sociedade. Apresente o seu ponto de vista, com experiências próprias e consequências diretas. Abuse de situações reais e práticas. Conclua reforçando uma mensagem que motive o público a agir da maneira esperada, resumindo sua apresentação como um todo.

10) Esclareça qual é o assunto

Essa é uma dica que achei muito bacana. Quantas vezes não nos deparamos com pessoas que falam, falam, e você nem entende o que ela exatamente pretende? Isso pode ser um recurso de envolvimento, mas muitas vezes é fácil perceber a falta de habilidade do comunicador. Defina de maneira muito clara logo no início da apresentação sobre que assunto você falará, e qual a razão de estar ali na frente de todos.

11) Fale de improviso

Nossa, essa eu considero essencial demais. Por mais que planejemos, tomemos precaução quanto a diversas situações, desenvolvemos plano B, C, D... O imprevisto é inevitável em grande parte das ocasiões. Podemos evitá-lo, minimizar as chances, mas nunca impedi-lo completamente. Nessas situações é fundamental manter a calma e agir com rapidez de forma pontual para "driblar" o obstáculo, tendo o que é comumente chamado de "jogo de cintura". Já vi situações em que após dezenas de testes na hora da apresentação da "estrela" do evento o equipamento falhou, treinamentos em que o público não tinha conhecimento básico para entender o tema - nesses momentos o apresentador precisa adaptar com os recursos disponíveis e fazer o melhor possível, e nessas mesmas ocasiões vi o talento de alguns comunicadores tornarem o problema imperceptível ao público.

12) Capriche no encerramento

O encerramento é a "cereja" do bolo, o momento em que as palmas, conversas individuais no final e o próprio rosto do público são a expressão mais nítida da satisfação em escutar o que você tinha a dizer, independente do assunto. Aproveite para propor uma reflexão, comentar uma citação relacionada ou  mesmo apelar diretamente para a ação desejada. Resumir de forma clara o ponto essencial que você buscou transmitir é muito importante nesse momento. O seu tom de despedida também é fundamental, para que percebam o "gran finale".

terça-feira, 6 de dezembro de 2011

A Política Nacional de Resíduos Sólidos já é uma realidade

 Algumas percepções de empresários e executivos do setor automotivo já são claras, mas muitas "lições de casa" ainda precisam ser providenciadas

A lei que criou a Política Nacional de Resíduos Sólidos, já em vigência no País, vem ampliando ainda mais as discussões sobre o ciclo de vida dos produtos no setor automotivo, com destaque para as questões relacionadas com logística reversa e responsabilidades de cada elo da cadeia.

Visitei nas últimas semanas diversas empresas do setor automotivo em São Paulo, de oficinas a montadoras, avaliando o estágio atual das adaptações necessárias em consequência da PNRS. Algumas percepções de empresários e executivos do setor são claras:
  • A fiscalização vem aumentando no segmento de reparação (oficinas, concessionárias, centros automotivos), porém mantém-se estável nas indústrias, e ainda aparentemente insuficiente em ambos os casos.
  • A capacidade e competência da fiscalização é discutível, o que impacta na qualidade de sua atuação.
  • Apesar de assunto constante na mídia, o consumidor ainda é pouco sensível aos apelos ambientais em suas decisões de compra.
  • A PNRS possui muitos requisitos com interpretação duvidosa, sendo um exemplo importante a logística reversa em matéria-prima importada - como viabilizar essa questão com fornecedores de outros países?
  • Não é percebida mudança na postura da maior parte dos fabricantes de componentes automotivos em relação aos resíduos das oficinas (e o ciclo de vida como um todo), mesmo com suas claras responsabilidades pelas mudanças na legislação.
  • Muitos constam como certo o adiamento do prazo legal previsto para as adequações, o que colabora com a inação das empresas.
Hoje também tive a oportunidade de oferecer uma entrevista para o jornal Reparação Automotiva (Editora Präna), que será provavelmente publicada em sua próxima edição. O tema também era relacionado a aspectos ambientais, mais especificamente sobre dicas para oficinas mecânicas. Resumo abaixo os pontos principais que destaquei:

Documentação

Muitas oficinas não possuem sua condição formal devidamente estabelecida, com alvará de funcionamento, licença ambiental e outros documentos obrigatórios devidamente regularizados. Essa condição gera um risco grave, pois acaba tendo um efeito equivalente a uma batida traseira: independentemente de sua gestão ambiental, a empresa já é considerada culpada em caso de fiscalização.

Legislação Aplicável

A oficina deve atentar-se aos requisitos legais exigidos em âmbito federal, estadual e municipal. Vale ressaltar que quando tratamos de legislação, não é possível alegar desconhecimento - como cidadãos, temos obrigação de conehecê-la e aplicá-la. Para isso a empresa precisa procurar apoio competente, interno ou terceirizado, que a suporte na implantação e manutenção de um sistema ambiental.

Tendências

Muitas boas práticas ambientais já são consagradas, mas ainda não exigidas legalmente. Isso não significa que as empresas não possam aplicá-las, podendo posicionar-se na vanguarda e obter diversos benefícios: preparar-se para exigências futuras, diferenciar-se da concorrência e ter um papel importante no aculturamento da sociedade, gerando reconhecimento dos consumidores, com vantagens em negócios e (por que não?) praticando cidadania.

Por fim, comprometer-se com os aspectos ambientais não apenas é uma condição essencial para sobrevivência no mercado atual, mas fundamentalmente uma demonstração de respeito com o mundo que deixaremos para nossos filhos e netos.

segunda-feira, 5 de dezembro de 2011

Norma ABNT regulamentará em 2012 pastilhas e patins de motocicletas




Por meio da norma ABNT 14.958-5 categoria L (veículos de duas rodas), o INMETRO regulamentará, em 2012, os materiais de atrito produzidos no Brasil para pastilhas e patins de freio de motos, com a exigência dos mais severos requisitos de desempenho e durabilidade.

Ainda não existe uma data específica para a norma entrar em vigor, mas o presidente da TMD Friction do Brasil e também conselheiro do Sindipeças e do IQA, Feres Macul Neto, estima que isso aconteça em seis meses, no mais tardar. O IQA – Instituto da Qualidade na Indústria Automotiva – é quem fornece suporte para vários itens das regulamentações do INMETRO, incluído os de freios.

O importante para Feres é que esta regulamentação salvará muitas vidas no crescente mercado de duas rodas, onde já existe uma moto para cada 18 brasileiros. E adianta que sua empresa, líder mundial na produção de lonas e pastilhas para sistemas de freio, há muito já atende e extrapola as exigências da futura regulamentação.

Destaque-se o processo do patim de freio moldado da TMD - patenteado (PI 9001700-5) em 2000 - gera melhor integridade estrutural e uniformidade do material de atrito sobre a superfície do patim de alumínio. Sua configuração ainda reduz o risco de “desplacamento”, além de eliminar vibrações e ruídos normais na tradicional configuração colada.

Com amplo leque de produtos para sistemas de freio de motos de qualquer cilindrada, o Grupo TMD Friction, no Brasil fabricante dos produtos Cobreq, possui três centros de pesquisa e desenvolvimento de materiais de atrito. Um deles encontra-se na Alemanha, onde a empresa é fornecedora de produtos originais para as motos BMW.