domingo, 15 de agosto de 2010

IQA completa 15 anos


Ainda na sexta-feira, foi realizada a reunião mensal da diretoria executiva do IQA, onde apresentei as ações previstas esse ano para comemoração dos 15 anos do Instituto, demonstrando os resultados até o momento e os próximos passos para valorização desse importante marco do setor automotivo brasileiro. Entre outras ações, disponibilizamos desde o início do ano artigos que vêm recebendo considerável repercussão na imprensa, sendo o abaixo um dos principais destaques:

Alguém sabe o que é qualidade?
Por Márcio Migues, diretor-presidente do IQA e diretor Mercosul da Qualidade da Renault

O que é qualidade? Por mais que essa pergunta possa parecer simples, a resposta não é tão fácil. Um produto ou serviço rotulado como de boa qualidade hoje, amanhã poderá não atender às expectativas do consumidor. Qualidade para o prestador de serviços ou fabricante significa buscar o melhor. Para o consumidor é superar expectativas, portanto ele deve ser sempre o foco da atração de qualquer empresa.

A busca é incessante. Há 40 anos, a qualidade era definida como algo adequado ao uso e hoje o conceito caiu por terra, já que outros significados foram incorporados com o passar dos anos. O setor automotivo é reflexo da evolução, sempre acompanhada pelo consumidor. Voltando na história, na década de 1990, tivemos a abertura da economia brasileira para as importações. Do antigo carro importado Lada, passamos a ver nas ruas brasileiras carros evoluídos tecnologicamente e com mais qualidade. Com a chegada destes automóveis, só vistos quando viajávamos para o Exterior, os brasileiros se tornaram mais exigentes e isso foi um divisor de águas na história da qualidade automotiva.

O governo, então, instituiu uma série de medidas, como o Programa Brasileiro de Qualidade e Produtividade, para que o País se tornasse competitivo. Paralelo a isso, foram adotados o Código de Defesa do Consumidor, a ISO 9001, que marcou a nova exigência qualitativa, e com ela as certificações da qualidade e, avançando um pouco mais no tempo, o Procon, o Idec (Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor) e outros organismos. Tudo aqui no Brasil estava em ritmo letárgico no que se refere à qualidade. Mas o início da década foi marcado por um ‘boom’ no quesito qualidade.

No setor automotivo, as montadoras passaram a investir mais em novas tecnologias, nos produtos desenvolvidos e na qualidade dos processos. E elas puxaram o resto da cadeia. Para atestar a qualidade do setor, foi criado um organismo de certificação neutro e específico do setor automotivo, o IQA, atuante desde 1995. Na época, o IQA era uma espécie de ‘olhos do Inmetro’ na qualificação do setor, principalmente na certificação de produtos automotivos. Com o tempo, o Instituto ampliou seu leque de atuação e passou a certificar também serviços e sistemas de gestão, o que tornou ainda mais importante o seu papel na qualificação do setor.

Hoje, a indústria automobilística brasileira está alinhada com o que acontece ao redor do mundo. Um carro ‘médio’ fabricado no Brasil não deixa a desejar para um mesmo fabricado na Europa, já que o padrão de qualidade é o mesmo. Sabemos que a qualidade neste setor é um quesito fundamental, uma evolução que o consumidor acompanhou e continua acompanhando.

Então, voltando ao consumidor, foi ele, de certa maneira, o estopim da qualidade no Brasil. Mesmo que os anos tenham passado, o consumidor (sim ele mais uma vez) continua ditando as regras da qualidade não só aqui, mas ao redor do mundo, ao exigir, cada vez mais, excelência no padrão de atendimento e na prestação de serviços dentro da cadeia automotiva e em qualquer outra área. Quer a prova? Veja o espaço que os jornais e outras mídias dão para as reclamações do consumidor.

É ele quem impõe essa busca incessante de ‘superar as expectativas’. Demos um boom na qualidade, e isto é um fato. A primeira corrida foi para superar a defasagem e agora é para superar as expectativas. Para isso, todas as empresas devem se preparar.

Márcio Migues é diretor presidente do IQA (Instituto da Qualidade Automotiva), que completa em 2010 15 anos de promoção da qualidade no Brasil (marcio.migues@iqa.org.br)

A visita da VDA-QMC no Brasil


Na mesma quinta-feira tive a oportunidade de jantar com o Sr. Thomas Junggeburth, responsável na VDA-QMC por suas representações internacionais, além de diretor de marketing de serviços na sede da BMW, na Alemanha (não foi o foco de nossas tratativas, mas veja o seu trabalho em http://www.bmw-welt.com/). No dia seguinte, as conversas foram enriquecidas em reunião envolvendo os diretores da qualidade no Brasil de Volkswagen, MAN, Mercedes-Benz, Renault e Bosch.

A VDA-QMC - Verband Automobilindustrie e V. (VDA) - Qualitäts Management Center (QMC) – Associação das Montadoras e Autopeças Alemãs, com sede em Frankfurt, composta por representantes da indústria automobilística, e tem por objetivo aprimorar a produtividade e a qualidade do setor. O IQA, como representante da ANFAVEA (Associação das Montadoras Brasileiras de Veículos), foi escolhido para adaptar, publicar e distribuir os manuais da coletânea VDA no mercado nacional. O IQA oferece também com exclusividade treinamentos abertos com o reconhecimento oficial da VDA-QMC.

As discussões nessa visita tiveram foco na nova edição do manual VDA 6.3, que já foi lançado na Alemanha e cuja tradução terá início na próxima semana através do IQA. As mudanças foram significativas, e exigirão forte reciclagem de auditores, consultores e profissionais envolvidos com atividades junto à cadeia produtiva de montadoras alemãs no Brasil, qualificação que o IQA disponibilizará ao mercado ainda nesse semestre - a data para início das novas exigências ainda não foi definida pelas montadoras, porém isso deve ocorrer em um futuro bastante próximo, considerando sua atual disponibilidade.

Para quem não conhece, a metodologia do manual VDA 6.3 refere-se a Auditoria do Processo, envolvendo desde o significado e a área de aplicação da auditoria de processos de manufatura ou serviços, além de esclarecer a relação entre auditorias de sistemas, processos e produtos. Utilizado para avaliar e monitorar a implementação dos processos e assegurar a sua confiabilidade, e em caso de discrepâncias tomar as medidas apropriadas para as correções necessárias.

Mais informações no website do próprio IQA (http://www.iqa.org.br/) e da VDA-QMC (http://www.vda-qmc.de/).

O belo trabalho da Cavenaghi para pessoas com deficiência ou mobilidade reduzida


Quinta-feira passada tive a oportunidade de conhecer o trabalho realizado pela Cavenaghi, empresa pioneira e líder de mercado no Brasil, desenvolvendo equipamentos de adaptação veicular para pessoas com deficiência ou mobilidade reduzida.

Estive lá apresentando o novo processo de certificação para fabricação de veículos acessíveis, compulsoriedade estabelecida por portaria do Inmetro, que possui força de lei - essa obrigatoriedade atinge todos veículos de transporte rodoviário ou urbano de passageiros, à partir de 10 ocupantes. O prazo para adequação das empresas já se encerrou (junho/2010), e quem não estiver adequado corre riscos de sofrer as penas definidas para essa situação.

O processo de certificação para esse segmento de atividade envolverá não apenas auditoria do processo de fabricação (que inclui avaliação de requisitos exigidos pela ISO 9001), mas também inspeção amostral de veículos, através de organismo de inspeção acreditado pelo Inmetro.

Para quem não tem contato, pessoal ou profissional, com a parcela significativa da população que não é "andante" (termo em homenagem ao amigo Steven Dubner), é uma surpresa ver a grande variedade de opções de produtos e serviços oferecidos pela Cavenaghi, em diferentes valores, condições... Cumprindo um papel fundamental de inserção desse público na sociedade, não apenas através da acessibilidade física, mas também psicológica com grande variedade que permitem escolham que passam pela necessidade e também por questões de conforto e mesmo status (por que não??).

Seus produtos envolvem adaptação de veículos, cadeiras de rodas (venda e locação), almofadas especiais, acessórios para locomoção, banho, órteses, incontinência urinária e atividades da vida diária. Serviços incluem auto-escola, táxi, despachantes... Tudo muito bacana e adequado ao mundo atual e suas exigências em questão de responsabilidade social.

Foi um grande prazer conhecê-los e ser considerado, através do IQA, como suporte técnico para apoiá-los nas adequações necessárias agora por exigência governamental - e ainda mais bacana ouvir de um de seus diretores que não pretendem apenas cumprir o que é obrigatório, mas aproveitar a oportunidade para melhorar ainda mais a qualidade de sua atuação, o que beneficiará diretamente o público que depende deles.

Veja mais detalhes em http://www.cavenaghi.com.br/

quarta-feira, 11 de agosto de 2010

Apresentação IQA para diretoria do Sincopeças

Hoje participei de reunião da diretoria do Sincopeças - Sindicato do Comércio Varejista de Peças e Acessórios para Veículos no Estado de São Paulo (http://www.sincopecas.org.br/), apresentando projeto para reformulação da atual Certificação de Serviços Automotivos IQA para lojas de varejo de autopeças.

O Sincopeças oferece valorosos serviços para seus associados, incluindo cursos, palestras, assessoria jurídica, além de defender e coordenar seus interesses econômicos e profissionais junto ao governo e sociedade. É presidido desde 2008 pelo Sr. Francisco Wagner de La Torre, que participa diretamente da concepção do novo projeto com o IQA.

A ideia principal do novo formato proposto é revisar todos os requisitos existentes, criando uma comissão permanente de empresas que apoiarão a constante relevância do uso da certificação como ferramenta de gestão, englobando apoio para treinamentos e suporte para consultoria de terceiros.

Estamos atualmente nas etapas iniciais de desenvolvimento do projeto, que caso evolua conforme previsto deve ter seu lançamento oficial no início de 2011.

Ferros velhos aos milhares


(bacana aparecer na imprensa, porém não foi bem isso que eu disse para a jornalista do portal de Economia do IG - destaco abaixo a informação adequada sobre o assunto)

De acordo com o Instituto Nacional das Empresas de Sucata de Ferro e Aço, atuam no Brasil no comércio atacadista de resíduos e sucatas metálicas, ramo popularmente conhecido como ferro-velho, três mil empresas de pequeno e médio portes.

O aumento da preocupação das empresas automotivas (oficinas, concessionárias e retíficas) com o meio ambiente fez com que o Instituto da Qualidade Automotiva (IQA) criasse o chamado “selo verde”, em funcionamento desde 2009.

Para conseguir a certificação, a empresa precisa estar legalizada, atender requisitos como bom estado de conservação do local, fazer coleta seletiva, usar, de preferência, energia solar, entre outros. Além disso, será preciso desembolsar em torno de R$ 2 mil para adquirir o selo, que dura um ano.

Na renovação do certificado, é necessário que a empresa apresente melhorias desde a última visita do Instituto. Caso permaneça igual, há possibilidade de perder o selo verde. Hoje, 12 empresas são certificadas e o Instituto espera que o número aumente. “A certificação está diretamente ligada com a relação da sociedade para com o ambiente. Como o nosso selo não é obrigatório, apenas empresários com visão estratégica percebem seus benefícios diretos: evitar a incidência de multas e problemas com fiscalização, além de ampliar seu mercado de atuação e fidelizar o cliente cada vez mais consciente de sua responsabilidade socio-ambiental.”, afirma Alexandre Xavier, gerente de negócios e marketing do IQA.

O conteúdo integral da reportagem pode ser visualizado no Portal de Economia do IG (http://bit.ly/c8Y2Av).

Certificação obrigatória é a saída para peças falsas


(baseado em artigo de Antonio Carlos Bento, diretor do IQA, esse conteúdo foi publicado em diversas mídias, incluindo Jornal Do Brasil e a edição atual do Correio Mecânico).

O mercado brasileiro perde entre 5% e 10% com a pirataria e a falsificação de autopeças, presente hoje em todo o País, de acordo com Antonio Carlos Bento, diretor do Instituto da Qualidade Automotiva (IQA). Segundo dados da Associação Brasileira de Combate à Falsificação (ABCF), o volume anual da falsificação e do contrabando de autopeças no Brasil chega a R$ 3,5 bilhões. Isso sem adicionar as peças de baixa qualidade, fabricadas sem atender qualquer requisito ou norma de qualidade. A invasão de peças não prejudica somente a economia e os fabricantes nacionais ou estrangeiros que atuam regularmente, mas o motorista, que tem sua segurança comprometida.

A pirataria e a falsificação permitem a entrada de produtos que não possuem nenhum critério de qualidade e podem colocar em risco a segurança de motoristas e passageiros. As peças aplicadas no veículo, quando é necessário fazer a substituição, devem ter a mesma qualidade e características da original que veio de fábrica. Este é um item muito importante para que o reparo seja bem feito.

Sobre os impactos na economia, o Brasil saiu de um superávit na balança comercial do setor de autopeças de R$ 2 bilhões em 2000 para um déficit de US$ 2,49 bilhões em 2009. A previsão é que o saldo negativo chegue perto de R$ 4 bilhões neste ano. É claro que devemos incentivar o comércio internacional, não só pela questão econômica, mas também, e principalmente, pelo aprendizado constante que esse comércio nos exige. No entanto, sabemos que essa balança comercial é afetada, também, por produtos de baixa qualidade e procedência duvidosa. Isso sem falar naqueles produtos que entram no País por canais obscuros.

Mas o setor de autopeças não está parado. Por meio do Sindipeças, trabalha para que se crie no Brasil uma legislação para estabelecer certificado de conformidade para autopeças fabricadas aqui e em qualquer país. Com a certificação, o problema será reduzido inexoravelmente. O IQA também trabalha para fomentar e identificar produtos automotivos que devam ter certificação compulsória.

Publicado originalmente no portal do Jornal do Brasil (http://bit.ly/ae9pDc).

5ª Roda e Pino-Rei??

Olhando o post abaixo, pensei: quantas pessoas sabem por acaso o que é uma 5ª Roda e Pino-Rei? Eu pelo menos não sabia até pouco tempo atrás. Atrasado, mas...

Pino-Rei

Elemento mecânico do veículo rodoviário semi-reboque e, eventualmente, de um dolly, para acoplamento a articulação destes à unidade de tração ou outro reboque.

Quinta-Roda

Dispositivo de engate em forma de prato destinado ao acoplamento entre veículos rodoviários (exemplos: caminhão trator, veículo trator, reboque e semi-reboque), que dispõem de um sistema de travamento automático que acoplam o conjunto por meio de um pino-rei.