quarta-feira, 18 de abril de 2012

Brasil já tem 1 carro para 5 habitantes

Sindipeças indica que a frota se rejuvenesce, em ritmo lento

(publicado originalmente no Portal Automotive Business)

Cleide Silva registra no Estadão de domingo, 15, que o País já tem um automóvel para cada cinco brasileiros, proporção que era quase o dobro há menos de duas décadas. Várias cidades, no entanto, já têm menos de dois habitantes por veículo, como ocorre em países como Alemanha e Estados Unidos.

Segundo a jornalista, o número de veículos em circulação no País cresce em ritmo muito superior ao da população. Desde 2004, quando a economia se livrou da hiperinflação, a frota aumentou 54,8%, atingindo 34,856 milhões de veículos em 2011. No mesmo período, a população, estimada em 192,3 milhões de pessoas, cresceu 5,7%.

O mais recente estudo do Sindipeças, o sindicato da indústria de componentes para veículos automotores, mostra que, no ano passado, a frota brasileira cresceu 7% em relação a 2010. Do total, 32,9 milhões são automóveis e comerciais leves, 1,54 milhão são caminhões e 354 mil são ônibus. Incluindo as 11,674 milhões de motocicletas em circulação, a relação passa a 4,1 habitantes por veículo.

São Paulo, Minas Gerais, Paraná, Rio de Janeiro e Rio Grande do Sul abrigam 70% da frota. Só a cidade de São Paulo concentra 22%, cerca de 7,6 milhões de veículos, o que daria 1,47 pessoa por veículo, índice próximo ao dos EUA, de 1,27.

"Saímos de uma relação de 8,4 habitantes por veículo em 2000 para 5,5 agora", relatou a Cleide Silva o conselheiro do Sindipeças responsável pela área de Reposição (e diretor executivo do IQA - Instituto da Qualidade Automotiva), Antônio Carlos Bento. Segundo ele, o País caminha para uma relação de 4 habitantes por veículo, o que deve ocorrer até 2014. "Nossa preocupação é que o veículo não seja visto como vilão", diz.

A frota brasileira está se rejuvenescendo, embora em ritmo lento. A idade média dos veículos que circulam pelo País é de 8 anos e 8 meses, próxima à das frotas da Alemanha (8 anos e 1 mês) e França (8 anos e 2 meses) e mais nova que a dos EUA (10 a 11 anos).

O País tem 1,34 milhão de veículos (3% da frota) com mais de 20 anos de idade. A maior parte (44%) tem até cinco anos. Já 39% dos veículos têm entre 6 e 15 anos e 14%, entre 16 e 20 anos. Em 2006, dos veículos em circulação, 8,9% eram fabricados fora do País. Em 2011, essa participação foi a 12,5%, com 4,3 milhões de carros vindos do exterior, mais da metade da Argentina.

Os números do Sindipeças diferentes dos divulgados pelo Denatran, que são bem superiores por não levarem em conta veículos que deixam de circular.

terça-feira, 27 de março de 2012

Autopeça certificada: mais qualidade no comércio e consumo

A partir do ano que vem, o consumidor de autopeças deve começar a prestar atenção e dar preferência para as marcas que já possuírem a certificação

por José Palacio

Em julho de 2014 ocorre a final da Copa do Mundo no Brasil, mas para o “aftermarket” brasileiro a data é importante também porque marca o início da comercialização obrigatória de componentes automotivos certificados pelo Inmetro, instituídos pela Portaria Inmetro nº 301 de 21/07/2011.

A partir desta data, nenhum amortecedor de suspensão, bombas elétricas de combustível para motores do ciclo Otto, buzinas ou equipamentos similares utilizados em veículos rodoviários automotores, pistões de liga leve de alumínio, pinos e anéis de trava (retenção), anéis de pistão, bronzinas e lâmpadas para veículos automotivos podem ser vendidos se não forem certificados.

A Portaria Inmetro nº 301 obriga os fabricantes e importadores destes componentes a iniciar o processo de certificação em janeiro do ano que vem, para que em junho, todas as peças distribuídas sejam certificadas. Os meses de carência (junho 2013 a julho 2014) são para adequação dos estoques do varejo.

Assim, a partir do ano que vem, o consumidor de autopeças deve começar a prestar atenção e dar preferência para as marcas que já possuírem a certificação, pois trata-se de uma garantia a mais de qualidade e segurança para o lojista. A certificação é um instrumento de utilidade pública, pois beneficia o consumidor e a sociedade como um todo.

Os varejos e oficinas reparadoras mais atentas passarão a oferecer o produto certificado aos clientes sem que eles peçam. Esta é uma excelente oportunidade de marketing para a empresa, pois ao ligar o produto certificado, com selo do Inmetro, ao serviço, automaticamente a mensagem que passa é de qualidade.

É possível, inclusive, informar os clientes por meio de propaganda paga nos jornais de bairro ou ainda em folders para serem distribuídos nas casas e no comércio local, que o seu estabelecimento já trabalha com produtos certificados.

Estes informativos podem conter explicações sobre a importância do uso de peças de qualidade, e que é exatamente isso que a certificação oferece. Esta é, inclusive, uma oportunidade para expor a certificação de serviços que a empresa oferece, seja ela uma loja de autopeças ou uma oficina mecânica ou funilaria e pintura.

Há ainda outras formas de explorar esse assunto, com objetivo de fidelizar os clientes já existentes e também conquistar novos clientes, pois no processo de certificação e auditoria, parte das exigências é relacionada ao meio ambiente. Entre os componentes de certificação obrigatória para 2014 estão anéis, pistões e bronzinas, que foram incluídos justamente por interferirem diretamente no controle de emissões de gases poluentes.

Com base nestes componentes, uma sugestão é explicar ao cliente a evolução da empresa como um todo na questão ambiental, que no caso de oficinas mecânicas, além da preocupação com a qualidade do produto, apresenta todas as etapas de descarte ecologicamente correto dos componentes substituídos.

Este é, inclusive, um requisito de vistoria obrigatório para as empresas já certificadas, que são conferidas em todas as auditorias semestrais. Assim, se a sua empresa já é certificada, prepare-se para aproveitar mais esta oportunidade de se destacar entre a concorrência. Se ainda não é, pense nisso, pois ainda dá tempo para buscar a certificação e, assim oferecer ao seu cliente um pacote completo de produto e serviço com qualidade assegurada.

José Palacio é coordenador de Serviços Automotivos do IQA - Instituto da Qualidade Automotiva

terça-feira, 20 de março de 2012

Inmetro será mais rigoroso na fiscalização de autopeças

O objetivo da regulamentação e do maior rigor na fiscalização, segundo o Inmetro, é melhorar cada vez a qualidade dos produtos comercializados no País, sejam eles nacionais ou chineses

(publicado originalmente em O Regional, 14/03/12)

Inmetro será mais rigoroso na fiscalização de autopeças vindas da China. Diante do grande crescimento da importação de autopeças da China – que de 2009 a 2011, passou de US$ 467 milhões para R$ 1,25 bilhão, o Instituto Nacional de Metrologia, Qualidade e Tecnologia (Inmetro) será mais rigoroso quanto ao comércio de autopeças.

O órgão estima que até o final do primeiro semestre deste ano, seis peças dos sistemas de direção e componentes, além de baterias e pneus deverão ser regulamentadas tecnicamente, ou seja, os produtos só poderão ser vendidos depois de receber o selo do Inmetro.

O sócio do Grupo Mixilim Gerson Plates, de Catanduva ressalta que a medida é importante pelo fato de “termos uma maior qualidade dos produtos oferecidos no Brasil e também daqueles vindos do exterior, principalmente da China. Mas acredito que o ponto negativo dessa mudança será o aumento dos produtos, já que a indústria vai ter que investir na melhoria de seus equipamentos e recursos humanos. É bem provável, que o consumidor final sinta um aumento no setor de autopeças, já que esses custos serão repassados”, disse.

O objetivo da regulamentação e do maior rigor na fiscalização, segundo o Inmetro, é melhorar cada vez a qualidade dos produtos comercializados no País, sejam eles nacionais ou chineses. “O consumidor muitas vezes não tem conhecimento que uma peça de qualidade inferior, pode causar inúmeros problemas ao automóvel, que vão de um simples gasto com combustível a quebra de peças quando do veículo em movimento. Há também, por vezes, a falta de garantia ou garantia por menos tempo que um produto de qualidade superior, o que mexe no bolso do consumidor, que tem que fazer a troca da mesma peça com maior freqüência. Às vezes o barato custa caro”, disse Plates.

ESTIMATIVA

O órgão prevê que até 2015, mais 11 peças também deverão ser certificadas, como por exemplo, amortecedores e buzinas. “Uma iniciativa do governo é sempre valida, pois melhora a qualidade dos produtos. Mas ainda assim, precisamos de uma política de incentivo para o setor nacional, que é tão onerado por impostos. É complicado competir com os produtos chineses, pois lá, as indústrias são beneficiadas pela política do governo chinês de incentivo à exportação, sem mencionar o baixo custo de mão-de-obra, entre outros benefícios”, afirmou o sócio do Grupo Mixilim, em Catanduva.

segunda-feira, 19 de março de 2012

IQA realiza certificações no Brasil e exterior

Com presença internacional por meio de parcerias com laboratórios e organismos de certificação nos principais mercados, o IQA é referência quando o assunto é setor automotivo

(release de imprensa IQA divulgado em março de 2012)

O IQA - Instituto da Qualidade Automotiva, organismo de certificação acreditado pelo Inmetro, criado e dirigido por Anfavea, Sindipeças, Sindirepa e outras entidades do setor, é referência internacional quando o assunto é certificação de produtos automotivos, como pneus, vidros e rodas, além dos componentes pertencentes à portaria Inmetro nº 301 de 21/07/2011, cuja certificação compulsória entra em vigor a partir de janeiro de 2013 para fabricantes e importadores.

A presença do IQA em terras estrangeiras é garantida por meio de parcerias com laboratórios e organismos de certificação internacionais. “São auditores e profissionais especialmente qualificados por nós, para atender a todas as normas e exigências do Inmetro”, diz Sergio Kina, gerente técnico do IQA.

Entre os países que contam com representatividade do Instituto, destaque para China, Tailândia, Índia, Coréia do Sul, África do Sul, EUA, México, Europa, Indonésia e Japão. “Uma das vantagens de contar com representantes no Exterior é a facilidade e agilidade no atendimento, uma vez que o cliente é atendido no idioma local, e sem custos de translado”, afirma.

Laboratórios

Com as parcerias internacionais, o IQA conta com rede de laboratórios homologados, prontos para atender o cliente de forma personalizada. “Temos condições de oferecer serviços de acordo com as necessidades do cliente, seja em custo ou em agilidade”, afirma Alexandre Xavier, gerente de Novos Negócios do IQA.

O IQA tem, assim, condições de oferecer ao cliente o melhor custo-benefício. “Se a necessidade dele é prazo, enviamos as amostras para o local que tem maior disponibilidade; da mesma forma com custo, pois sabemos onde estão as melhores oportunidades”. Outra vantagem é a possibilidade do cliente participar da escolha do laboratório onde serão realizadas as análises. “Existem empresas que têm preferência por um laboratório específico. Nestes casos, o IQA aprova o laboratório, desde que o mesmo atenda às exigências do Inmetro”, afirma Xavier.

sábado, 17 de março de 2012

Oficinas mecânicas instalam padrão de qualidade

Mais de 19 empresas de Rondonópolis - MT estão passando pelos processos de padronização para adquirir o selo

(publicado originalmente no portal tosabendo.com, em 16/03/2012)

Cuiabá – “Somos uma empresa e não apenas uma oficina”. Esse é o discurso assumido pelo proprietário da Center Truck de Rondonópolis, Wellington Figueira da Silva, que desde 2008 está mudando não apenas os processos, mas a forma com que os funcionários e clientes percebem a empresa.

A mudança partiu de uma visita dos empresários de Rondonópolis a várias oficinas de São Paulo que possuem o selo IQA (Instituto da Qualidade Automotiva). A viagem, que foi promovida pelo Sebrae em Mato Grosso, mexeu com os empresários. “Desde então, estamos promovendo as mais diversas mudanças em busca da qualidade. Agora faltam poucos meses para podermos, assim como eles, estampar nosso selo IQA”.

A expectativa é partilhada pelo empresário Ronaldo Bruschi, da Roma Vil de Rondonópolis. Há algum tempo ele vem percebendo as mudanças no mercado e o aparecimento de clientes cada vez mais exigentes. “Eles estão comprando carros que são sonhos de consumo e querem que suas máquinas sejam muito bem cuidadas”.diz.

Para atender a demanda, Ronaldo tem focado o trabalho nas ações ambientais. “Já estamos com todo o projeto de destinação de resíduos, agora falta só o licenciamento”. O empreendedor conta que as percebe mudanças na empresa são concretas. “O tempo de trabalho e o desperdício diminuíram e os clientes estão muito mais satisfeitos”.

O IQA é um organismo de certificação do setor automotivo criado e dirigido por entidades como Anfavea, Sindirepa e Sindipeças. Mais de 19 empresas de Rondonópolis estão passando pelos processos de padronização para adquirir o selo. No ano passado, as oficinas receberam a primeira avaliação e desde então tiveram que começar a intensa fase de adaptações.

As primeiras 10 empresas devem conquistar o selo em agosto, as demais, até o fim do ano. Os empresários correm contra o tempo para rever todos os detalhes do processo. “O mais difícil não é criar um processo e sim mudar a mentalidade dos funcionários que ainda relutam em assililar a importância dessas mudanças. Mas a profissionalização é um caminho necessário”, pontua Wellington.

Ao todo, são cerca de 120 oficinas mecânicas de veículos leves e pesados em Rondonópolis. A maioria delas ainda não percebeu a importância da qualificação. “Essa é uma ação inédita em Mato Grosso e deverá servir de exemplo nos próximos anos. É um processo sem volta”, diz o gestor do projeto de serviço de reparação de veículos de Rondonópolis, Vladimir Alves da Silva.

terça-feira, 13 de março de 2012

Parque Tecnológico de Sorocaba, SP, recebe Conferência Internacional


Evento será realizado em junho, e local concentrará investimentos de laboratórios privados e públicos.

(publicado originalmente no G1, em 01/03/12)

A Prefeitura e a Agência de Inovação de Sorocaba, o interior de São Paulo, realizou dias atrás o lançamento oficial da Conferência Internacional de Inovação em Parques Tecnológicos, que ocorrerá em junho, na cidade. O encontro, no auditório do Sesi, no bairro Mangal, contou com a participação de empresas, universidades e autoridades da cidade e região.

A Conferência, que ocorrerá entre os dias 4 e 6 de junho, marcará dois momentos históricos para Sorocaba: a entrada em operação do Parque Tecnológico e o primeiro evento internacional realizado na cidade voltado à tecnologia e à inovação. Este evento terá a presença de palestrantes e especialistas em tecnologia e em inovação do Brasil e de vários países, como EUA, Canadá, Dinamarca e Inglaterra.

No encontro, o presidente da Inova Sorocaba, Erly Syllos, fez uma apresentação de como será a Conferência Internacional, inclusive, abordando alguns dos temas que serão analisados pelos palestrantes.

De acordo com a Secretaria de Obras e Infraestrutura Urbana (Seobe), a primeira fase das obras do Parque, congrega o Núcleo, que terá cerca de 11 mil m2 de área, dos 20 mil m2 de todo o parque. O Núcleo contará com laboratórios e centros de pesquisa, desenvolvimento e inovação, prestação de serviços técnicos especializados, eventos técnicos, gestão e planejamento, além de incubadora de empresas de base tecnológica.

O Parque Tecnológico de Sorocaba concentrará também investimentos de laboratórios privados e públicos, de universidades e de centros de pesquisas, bem como representações de associações de classe e órgãos certificadores. Funcionará na articulação entre empresas e instituições de pesquisa.

Em Sorocaba, o incentivo à pesquisa e à inovação começa já no ensino médio, amparado pela Lei Municipal de Inovação, a primeira do Estado e criada exclusivamente para fomentar o desenvolvimento científico e tecnológico.
(N. do Blog: Entre os participantes que já confirmaram presença na Conferência Internacional, em junho, estão: SAE Brasil, Abinfer - Associação Brasileira da Indústria de Ferramentais, ABM - Associação Brasileira de Metalurgia, Materiais e Mineração e IQA - Instituto da Qualidade Automotiva).

segunda-feira, 12 de março de 2012

Inmetro intensifica fiscalização de fabricação e importação de autopeças

O Inmetro poderá interditar o fabricante ou importador, apreender as peças, inclusive retirá-las do mercado, além de cobrar multa, que pode variar entre R$ 100 e R$ 1,5 milhão

Por: Fabiana Pimentel (publicado originalmente em InfoMoney, 05/03/2012)

Os fabricantes e importadores de autopeças que atuam no Brasil têm até o dia 21 de dezembro deste ano para se adequarem às exigências de qualidade do Inmetro (Instituto Nacional de Metrologia, Normalização e Qualidade Industrial), de acordo com o Programa de Certificação Compulsória de Componentes Automotivos. “A intenção é fiscalizar as peças que chegam ao mercado sem atender aos requisitos mínimos de segurança, como pastilhas de freio e amortecedores”, explica o diretor de qualidade do Inmetro, Alfredo Lobo.

Segundo ele, após o prazo para adequação, o órgão dará início à fiscalização. “Caso sejam encontradas irregularidades, o fabricante ou importador terá mais 12 meses para nova adequação”, afirma.

Já o comércio tem até julho de 2014 para ficar em conformidade com as exigências do Programa.

Certificação

Para obter a certificação, Lobo explica que o fabricante ou importador deverá procurar um laboratório credenciado pelo Instituto para realizar os testes necessários para a certificação. “Caso seja reincidente, após o início das fiscalizações, o Inmetro poderá interditar o fabricante ou importador, apreender as peças, inclusive retirá-las do mercado, além de cobrar multa, que pode variar entre R$ 100 e R$ 1,5 milhão”, completa.

Antes de sofrer qualquer tipo de penalidade, a empresa será notificada, para depois sofrer as punições previstas.

Reposição

Segundo Lobo, o setor com mais incidência de peças sem qualidade é o de reposição. “As montadoras possuem controles de qualidade próprios. Porém, mesmo assim, as montadoras e concessionárias também serão fiscalizadas e terão que apresentar a certificação”, afirma.