domingo, 4 de setembro de 2011

Exportação de etanol é a maior em 22 meses

O pico da safra derruba os preços internos, favorecendo as vendas externas. As usinas se preparam para esse cenário.

por MAURO ZAFALON - mauro.zafalon@uol.com.br


Enquanto o mercado interno vive um período de redução de oferta de etanol, as exportações de agosto atingiram o maior patamar dos últimos 22 meses.


Saíram pelos portos brasileiros 298 milhões de litros no mês passado, 23% mais do que em agosto de 2010, conforme dados da Secex (Secretaria de Comércio Exterior).


Tradicionalmente, esse é um período de grandes volumes de exportação. O pico da safra derruba os preços internos, favorecendo as vendas externas. As usinas se preparam para esse cenário.


A quebra de produção, no entanto, derrubou a oferta e os preços internos subiram.


Mas os preços externos são bastante convidativos. Os 545 milhões de litros exportados em julho e agosto renderam US$ 386 milhões, 64% mais do que em 2010.


Com o desempenho de agosto, as exportações de etanol atingiram 1,1 bilhão de litros neste ano, volume ainda 5% inferior ao de igual período de 2010.


As receitas totais de janeiro a agosto somaram US$ 762 milhões, 26% mais do que nos oito primeiros meses do ano passado.


O patamar de preço deste ano fez com que o valor médio das exportações atingisse US$ 699 por mil litros, bem acima da média de igual período de 2010.


Até agosto de 2009, as usinas recebiam US$ 385 a cada mil litros. Em 2010, eram US$ 531 pela mesma quantia.


As exportações de açúcar, devido à menor produção brasileira, perderam ritmo neste ano, recuando 5% em relação a janeiro-agosto de 2010. Foram exportados 15,7 milhões de toneladas.


A demanda aquecida e a oferta mundial ainda não recomposta permitiram o aumento médio de 29% nos preços do açúcar em bruto e de 34% no refinado.


As receitas brasileiras somaram US$ 9,2 bilhões, 24% mais do que em 2010.

Montadora norte-americana faz, no PR, anúncio de construção de fábrica

A montadora norte-americana de caminhões Paccar anunciou ontem que irá construir uma fábrica no Paraná, com investimento de US$ 200 milhões (cerca de R$ 317 milhões).


Será a primeira unidade na América do Sul da empresa, que é a segunda maior montadora de caminhões dos EUA.


A fábrica começa a ser construída ainda neste ano, em Ponta Grossa, e os primeiros veículos devem ficar prontos em 2013. O foco da empresa, segundo nota oficial, é o mercado interno e o Mercosul.


Até 2020, a montadora pretende dominar 10% do mercado brasileiro de caminhões médios e pesados, segundo o presidente da Paccar, Mark Pigott.


Outros quatro Estados disputavam o investimento: São Paulo, Minas Gerais, Santa Catarina e Rio Grande do Sul.


No Paraná, a indústria ganhou ampliação do prazo para recolhimento do ICMS

(Folha de S.Paulo, 2/9/11)

Projeto para Seis Sigma - Um Roteiro para o Desenvolvimento do Produto

"Projeto para Seis Sigma" proporciona uma experiência do mundo real, sem precedentes, de desenvolvimento de novos produtos e roteiros valiosos

Ontem recebi um presente de meu grande amigo (e agora professor) J. G. Buchaim, um exemplar do livro "Projeto para Seis Sigma - Um Roteiro para o Desenvolvimento do Produto", que foi adaptado para o português por ele próprio e por Pedro Bueno. Aliás, em breve retomaremos a oferta de treinamentos abertos em Seis Sigma pelo IQA, em parceria com esses profissionais também.

Como ainda não li o livro, segue abaixo a sinopse oficial da publicação, que também é distribuído pelo IQA (http://www.iqa.org.br/):

"A atratividade do Seis Sigma é óbvia – projetos que funcionam, menos defeitos na produção, custos de produção reduzidos e uma maior satisfação do cliente. Com essas credenciais não é de se admirar que, cada vez em maior número, as empresas líderes mundiais estejam adotando a metodologia Seis Sigma para o desenvolvimento de produto. Aqui está um recurso poderoso de engenharia que torna mais fácil implementar o Seis Sigma no desenvolvimento de novos produtos ou serviços, passo a passo.


Escrito por especialistas da qualidade praticantes do Seis Sigma – eles escrevem com a excelência Seis Sigma para ajudá-lo a atingi-la em seus produtos e serviços – "O Projeto para Seis Sigma" proporciona uma experiência do mundo real, sem precedentes, de desenvolvimento de novos produtos e roteiros valiosos que o ajudam a escolher as ferramentas de projeto corretas em cada estágio de desenvolvimento do produto. Você encontra orientações detalhadas, comparações cuidadosas e cálculos elaborados que tornam cada etapa mais fácil e dá sentido a cada uma delas."

sexta-feira, 2 de setembro de 2011

IQA empossa diretoria



Na noite da última segunda-feira, 22, o IQA Instituto da Qualidade Automotiva realizou em São Paulo a cerimônia solene de posse da Diretoria Executiva, Conselho Diretor e Conselho Fiscal para o biênio 2011 2013, com a presença de cerca de 150 pessoas, todas ligadas ao setor automotivo.

Na Diretoria Executiva, Marcio Migues foi reeleito, por unanimidade, para a Presidência do Instituto, que tem novo diretor: Edson Brasil, do Sindipeças e Delphi. No Conselho Diretor, a novidade é a eleição de Sérgio Pin como presidente, cargo ocupado até então por Ali El Hage, que se aposenta do Instituto após 12 anos de atuação.

Ao final da cerimônia de posse da nova diretoria, Ali EL Hage foi homenageado pelos serviços prestados no desenvolvimento da qualidade no setor. “O IQA cresceu muito graças ao trabalho do Ali, e temos muito a agradecer a ele”, afirmou Marcio Migues.

Feliz pelas realizações e conquistas, Ali El Hage se despediu dos amigos, com a certeza de ter plantado uma boa semente, que germinou e em breve trará os frutos que sempre desejou. “Deixo um instituto estruturado, forte, saudável e melhor preparado. Já conseguimos ampliar as certificações compulsórias para um maior número de componentes de segurança e agora só falta a inspeção técnica veicular para atingir o sonho da segurança veicular no trânsito”, disse Ali El Hage em discurso de despedida.

IQA alerta para importância da qualidade em treinamentos das normas VDA


é possível agora no Brasil obter certificado VDA-QMC/IQA válido e reconhecido internacionalmente, além de contar com registro internacional, a Carteirinha VDA-QMC.

(release divulgado pelo IQA em agosto de 2011)

Ao contrário do que muitos pensam, nem todos os treinamentos oferecidos no mercado são iguais. No caso das normas VDA-QMC, que regem os padrões de qualidade de processos e produtos automotivos das montadoras e indústrias de autopeças alemãs, apenas o IQA (Instituto da Qualidade Automotiva), organismo de certificação acreditado pelo Inmetro, criado e dirigido pela Anfavea, Sindipeças, Sindirepa e outras entidades do setor, é representante oficial da VDA para ministrar os treinamentos no Brasil e Argentina.

Isso significa que os treinamentos em VDA ministrados pelo IQA são oficiais e equivalentes aos realizados na Alemanha, pela própria VDA. Segundo Alexandre Xavier, gerente de Novos Negócios do IQA, as vantagens de investir num treinamento oficial são diversas, mas a principal é a certeza de conhecer a norma tal como ela é ensinada na Alemanha. “Nosso treinamento é idêntico ao ministrado naquele país, pois nossos instrutores são homologados pela VDA, e está 100% alinhado com as necessidades das montadoras atuantes no Brasil”, afirma.

Outra vantagem é contar com certificado VDA-QMC/IQA válido e reconhecido internacionalmente, além de contar com registro internacional, a Carteirinha VDA-QMC. “Existe muita insatisfação por parte das montadoras e também da própria VDA em relação ao nível de conhecimento das normas pelos profissionais brasileiros envolvidos com esse processo”, revela Xavier. “Muitos descobrem tarde demais que o treinamento realizado foi insuficiente e ineficaz porque não contemplou todas as exigências da VDA”, diz o executivo.

Em recente visita ao Brasil, Thomas Junggeburth, responsável pela área de controle de treinamento e licenças nacionais e internacionais da VDA QMC, revelou que as matrizes das empresas automotivas alemãs estão, cada vez mais, exigentes em relação à qualidade da formação profissional, no que tange o conhecimento das normas VDA. “Muitas começarão a exigir que cada filial no mundo tenha ao menos dois especialistas em normas VDA, com certificação internacional”, disse.

Dessa forma, montadoras como Volkswagen, Mercedes-Benz e MAN, e outras sistemistas e indústrias de autopeças exigirão, em breve, mudanças na aplicação das normas VDA para analise e avaliação de fornecedores, especialmente em relação ao volume 6.3. Vale lembrar que participam diretamente da elaboração das especificações técnicas VDA as empresas Audi, Continental, Daimler, Porsche, Harwan Becker, Knorr-Bremse, Bosch, Rollax, Volkswagen e ZF Sachs.

Calendário – Para atender estas exigências e nova demanda, o IQA montou grade com um calendário especialmente desenvolvido para formar auditores de 1ª e 2ª Partes em VDA 6.3 4ª edição 2010. Os treinamentos estão programados para ocorrer á partir de setembro de 2011.

O treinamento de Auditores de 1ª Parte foca, principalmente, os processos de qualidade de produção da empresa em que o auditor trabalha, enquanto o de 2ª parte foca os processos das empresas fornecedoras.

Técnico ou empresário? Dicas para os novos tempos

Não é raro encontrar uma oficina com chão brilhante, tudo muito limpo e organizado, ou ainda uma loja bem arrumada, onde os produtos procurados são fáceis de encontrar, mas quando o assunto é documento de papel, uma bagunça e desorganização.

por José Palacio

Em muitas empresas que somos convidados a realizar pré-auditoria para certificação, seja oficina de reparação ou comércio varejista de autopeças, a primeira e maior dificuldade que encontramos é o entendimento do proprietário de que ele precisa investir não apenas em boas ferramentas, mas também em bons profissionais administrativos.

Não é raro encontrar uma oficina com chão brilhante, tudo muito limpo e organizado, ou ainda uma loja bem arrumada, onde os produtos procurados são fáceis de encontrar, mas quando o assunto é documento de papel, uma bagunça e desorganização. Falta controle das contas, da entrada de dinheiro, dos cheques pré-datados, quadro de funcionários, entre outros.

Desta forma, todo o dinheiro ganho na operação é perdido na falta de organização burocrática, o que reflete de forma negativa no negócio. O que fazer nesta hora? Existem diversas alternativas, desde contratar um profissional de administração até a realização de cursos específicos que ensinam como lidar com tantos papéis.

Sempre ouço do pessoal que visito que não é possível deixar uma pessoa estranha tomando conta do dinheiro, e que isso deve ser feito por alguém da família. Este caso é típico e muito freqüente nas empresas familiares: enquanto uma pessoa faz a parte operacional (técnica ou vendas), o companheiro (esposa, filha, filho ou marido) cuida do financeiro-administrativo.

Não há nada errado neste modelo, desde que as habilidades sejam similares, enquanto um realiza bem o trabalho operacional o outro faz o mesmo na administração. Este pequeno detalhe faz toda diferença entre o sucesso e a sobrevivência.

Como fazer isso? Existem algumas perguntas que você pode ser fazer frequentemente, para saber se tudo está bem ou se é preciso melhorar. Uma delas é quanto é minha despesa mensal? Em que tenho gasto tanto dinheiro? Por que? Existe alguma forma de gastar menos?

Estas perguntas revelarão se o dinheiro está sendo bem empregado ou não, se existe oportunidade de fazer o mesmo gastando menos, mas sem se esquecer da qualidade. Nenhuma empresa sobrevive sem saber o quanto gasta e com o que gasta. Um relatório bem simples pode ser criado, com anotações diárias de tudo que é gasto no dia, com um breve descritivo.

Neste mesmo caderno, é possível criar uma coluna com os valores do dinheiro que entra, também com o descritivo da venda realizada. Este, caros amigos, é o livro caixa, que para muitos é básico, mas outros não sabem nem que existe. E aqui vai uma dica: os cheques pré-datados podem ser registrados na data de depósito, porém a venda, na data que foi realizada. Em ambos, deve se anotar uma referência, para que no futuro, seja fácil a compreensão.

Algumas instituições de ensino têm cursos específicos que ajudam o técnico a se tornar empresários e não são difíceis encontrá-las: os Senais e os Sebraes são boas referências. A nós, do IQA, cabe indicar os caminhos, pois estes são os primeiros passos para a certificação.

José Palacio é auditor técnico do IQA - Instituto da Qualidade Automotiva

Projeto Formação em FMEA - Iveco


Uau.

Depois de 4 meses de muito trabalho, encerrou-se semanas atrás o projeto de formação em FMEA realizado em parceria com o IQA - Instituto da Qualidade Automotiva, na planta de Sete Lagoas - MG.

Foram cerca de 110 profissionais capacitados, que passaram por módulos básico, avançado e prático, incluindo a possibilidade de certificação como especialista em FMEA - 80% dos envolvidos obtiveram essa qualificação!

O IQA foi criado em 1995, sendo dirigido até hoje por montadoras, autopeças, concessionárias, oficinas mecânicas (todos através de representantes indicados por suas associações de classe) com o intuito de ser um balizador de mercado em questões de Qualidade automotiva, através de certificação (a ferramenta mais consagrada no mundo nesse sentido), treinamentos e publicações.

Quando falamos em treinamentos, essa área de atuação intensificou-se nos últimos anos, e parece ontem quando lembro o ano de 2004, onde com muito suor conseguimos capacitar algo em torno de 50 profissionais. Ao mesmo tempo, é um passado bastante remoto ao lembrar que fechamos 2010 com mais de 1.500 participantes, e uma clara perspectiva de ultrapassar a casa de 2.000 treinandos no ano vigente.

Assim como acontece nas atividades de certificação do IQA, ser diferenciado e acima do padrão do mercado é mais do que um diferencial, mas sim uma obrigação de um Instituto que foi criado para controlar, disseminar e apoiar as empresas em um mercado cada vez mais competitivo, e com uma indústria automotiva que se afirma como expoente em produção, atendendo a um volume de vendas entre os principais do mundo.

O FMEA (Failure Mode and Effects Analysis), foco do projeto na Iveco, é uma ferramenta utilizada no mundo todo, uma metodologia consagrada no setor automotivo e comum hoje em dia em diversos outros segmentos - com o IQA já realizamos treinamentos para o Exército e para a Whirpool, por exemplo. Além de todo o ganho em processos e produto, possibilita resultados financeiros diretos. Os trabalhos apresentados pelos grupos da Iveco mostram esse benefício de forma muito palpável.

A dedicação e comprometimento dos grupos que participaram do projeto pela Iveco merecem inclusive um destaque especial, a qualidade dos projetos foi sensacional, e a sensação que saímos de lá foi unânime: a mudança veio pra ficar.