segunda-feira, 13 de junho de 2011

AUTOPARTS 2011 apresenta a oficina do futuro


A edição 2011 da Autoparts – Feira de Autopeças, Equipamentos e Serviços (em Caxias do Sul - RS) já está bem próxima: é no início de julho que o evento abre as portas para visitação. Além de encontrar os lançamentos das indústrias e grandes oportunidades de negociação com fabricantes e distribuidoras de autopeças e tecnologias afeitas à reparação automotiva, os visitantes terão um atrativo que promete surpreender. Trata-se da Oficina do Futuro, um espaço diferenciado que apresentará, como o próprio nome sugere, os mais modernos equipamentos necessários para tornar as oficinas aptas a atenderem as novas demandas do mercado.

“A Oficina do Futuro mais parecerá uma clinica médica de ponta, com equipamentos e profissionais capacitados”, explica Enio Guido Raupp, presidente do Sindirepa-RS. Osmar Gottschefsky, presidente da Comissão Organizadora da Autoparts, complementa: “com a constante evolução da tecnologia embarcada nos veículos, há sempre a necessidade de atualização”.

No estande, os visitantes receberão informações sobre os diversos equipamentos expostos, com muita tecnologia já ao alcance do mercado. “É isso que estamos preparando e planejando mostrar na Autoparts 2011: A Oficina do Futuro não está no futuro, mas é uma realidade que precisa ser incorporada pelo nosso segmento o quanto antes”, afirma Enio. Cássio Dresch, diretor Comercial da Diretriz Feiras e Eventos, organizadora da Autoparts, finaliza: “A Autoparts será uma verdadeira vitrine, antecipando tendências e, ao mesmo tempo, guiando as empresas para que se adaptem e continuem crescendo”.

Na oportunidade visite o IQA – Instituto da Qualidade Automotiva. Teremos imensa satisfação em recebê-lo. Localização: Estande 75.

Fluido de freios tem certificação obrigatória

A partir do ano que vem os fluidos de freio de todas as marcas deverão constar em sua embalagem o selo do Inmetro, uma medida de segurança para mecânicos e consumidores

Por: Carolina Vilanova

Manter em ordem o sistema de freios de qualquer veículo significa preservar a segurança dos seus ocupantes. Simples assim. Tudo o que se refere a esse sistema, seus componentes e adjacentes devem estar na lista de prioridade dos mecânicos na hora da manutenção, checagem e aplicação de novas peças. Por isso é tão importante usar produtos de boa procedência, e de preferência homologados por órgãos competentes.

Mas se na prática não é bem assim que acontece, as coisas vão começar a mudar, pelo menos no que diz respeito ao fluido de freios. Tão importante quanto uma pastilha ou disco, o líquido agora passa a contar com certificação compulsória feita pelo Inmetro. Para saber um pouco mais sobre esse assunto, buscamos a ajuda do IQA (Instituto da Qualidade Automotiva), organismo de certificação acreditado pelo Inmetro com atuação exclusiva no setor automotivo, certificando empresas e produtos para cadeia produtiva e de reposição.

Em primeiro lugar uma pergunta muito importante: você costuma aplicar o processo de substituição de fluido de freio conforme a especificação do fabricante? Se sua resposta for sim, está no caminho certo, mesmo assim, não custa nada estar sempre atento, principalmente em novos fatos. Mas se a sua resposta for não, você precisa fazer mudanças e buscar parâmetros para trabalhar com qualidade e segurança. “São vários os tipos de fluido, para determinados sistemas e modelos de veículos, então, uma aplicação incorreta poderia render problemas para seu cliente”, analisa José Palacio, coordenador de serviços automotivos do IQA.

Ele explica que a certificação compulsória do fluido de freios é atualmente uma exigência do governo, e atinge toda e qualquer empresa que disponibilize ao mercado o Líquido para Freios Hidráulicos para Veículos Automotores, ou seja, fabricantes, envasilhadores, importadores e revendedores. “Essa exigência permite que o mecânico tenha mais segurança ao utilizar o fluido, já que os freios são itens de segurança”, comenta.

Certamente, a certificação do fluido de freios traz vantagens para a oficina por vários motivos. Em primeiro lugar porque vai dar um parâmetro a mais quando se falar em líquido para freios hidráulicos e vai aumentar a sua credibilidade perante o consumidor, cada vez mais exigente. Também é importante lembrar que na questão da vida útil de outros componentes do sistema, considerando principalmente a borracha, que podem ser danificados pelo produto de má qualidade.

Os mecânicos devem se atentar a essa portaria do Inmetro, de numero 078, de 3/2/2011 e seu anexo, Requisitos de Avaliação da Conformidade para Líquidos para Freios Hidráulicos para Veículos Automotores, que fala sobre o processo de certificação. “Essa portaria veio como uma barreira técnica para garantir que todos os produtos disponíveis no mercado atendam os requisitos mínimos de segurança e impacto ao meio-ambiente. É importante que o mecânico atente para esse detalhe e procure conhecer essa portaria, que pode ser baixada da internet”, orienta Palacio.

Não é tão simples assim

A troca do fluido de freios de um veículo é muitas vezes considerada simples de se fazer, mas na verdade não é bem assim. O procedimento está rodeado de questões de grande importância e que podem influir diretamente na eficiência do sistema e colocar em risco a vida dos ocupantes. A primeira é utilizar o produto certo e fazer a troca no tempo determinado pela montadora. É importante verificar o nível do líquido de freios a cada 30 dias e fazer a troca a cada 10 mil km ou 12 meses, o que ocorrer primeiro.

“O fluido de freio recomendado pelo manual do proprietário não pode ser substituído por outro. A especificação é classificada pelo DOT, que determina a eficiência do produto para cada tipo de carro. Quanto mais alto o DOT, maior a eficiência, por isso é proibido usar um DOT 3 quando o manual determina um fluido DOT 4 para o veiculo”, diz.

Outro ponto importante é em relação ao superaquecimento do sistema, que cria umidade interna provocando a perda da função de frenagem, por isso é importante o uso do equipamento para medir o teor de umidade e ponto de ebulição. Além disso, na troca, o técnico deve usar o método adequado, com equipamentos e ferramentais corretos, como o sangrador pneumático, respeitando sempre a seqüência de sangria das rodas. Nesse momento é essencial checar também todos os componentes para ver se não há vazamentos nos circuitos.

“Devemos lembrar ainda que não é indicado completar o fluido de freio, pois se está abaixo do nível, algo inadequado ocorreu. Deve ser feita uma inspeção na oficina para verificar as reais causas do baixo nível, pois não é para o nível baixar sem motivo aparente. Nesse caso pode haver um desgaste de pastilha, do disco ou ainda um vazamento no sistema. Atentar também sempre para a data de validade do fluido”, afirma o coordenador.

Mais uma dica é sempre certificar-se de que o reservatório está bem fechado. “O mecânico pode aplicar um produto novo, mas se o reservatório não estiver vedado corretamente, o fluido que é um produto higroscópico vai absorver água, podendo provocar falhas no sistema de frenagem. Durante o uso constante, o líquido aquece e esfria, e as gotículas de suor provenientes desse processo se misturam com o líquido fazendo perder a sua eficiência, daí, a necessidade de ficar atento efetuando a medição do teor de umidade”, comenta Palacio.

- Verificar se o produto é certificado por organismo acreditado pelo Inmetro (o IQA é um deles).
- Modo de usar: Siga as recomendações do fabricante do veículo.
- Não reutilizar esta embalagem para outros fins.
- Recomendações Gerais (conforme item 4 da ABNT NBR 9292)
- Líquido higroscópico – armazenar em local seco, ventilado e protegido do sol
- Evitar derramar sobre a pintura do veículo
- Evitar o contato do produto com óleo mineral, graxas e outros materiais
- Verificar o nível do líquido no veículo pelo menos uma vez por mês
- Substituir o líquido do veículo a cada 12 meses
- Evitar o contato com lonas e pastilhas de freio

O que é verificado na certificação

Durante o processo de certificação do sistema de freios, muitos itens são pesquisados e testados para que atenda as especificações da norma. São feitos ensaios quanto ao teor de água, ponto de ebulição e a perda por evaporação do produto. “Esses ensaios servem para verificar a qualidade do produto, pois pode acontecer do fabricante ter armazenamento inapropriado, pode ter embalado o produto alterado, entre outros fatores. O ensaio também checa se os requisitos estão sendo estabelecidos pelo fabricante”, analisa. 

A certificação passa a ser obrigatória para fabricantes, emvasilhadores e importadores a partir de fevereiro de 2012. Já os revendedores têm prazo mais extenso por conta do estoque: fevereiro de 2014. “Fique atento para os lotes de fluido em estoque na sua oficina, que têm apenas 48 meses de validade para comercialização, à partir de agora.

(publicado originalmente na revista O Mecânico, junho de 2011)

Certificação IQA garante qualidade nos processos da Triade

Desde 2005, a empresa colhe os frutos do investimento, com melhor controle dos processos, otimização de estoque e iniciativas de preservação ambiental

A fabricante de autopeças Triade encontrou na Certificação IQA (Instituto da Qualidade Automotiva), organismo de certificação acreditado pelo Inmetro, criado e dirigido pela Anfavea, Sindipeças, Sindirepa e outras entidades do setor, a ferramenta necessária para garantir processos de gestão mais confiáveis e robustos, e com isso atender melhor os clientes no mercado de reposição.

Fornecedora de tampa frontal do câmbio, polias, sobrepolias, cubos desligadores da embreagem, torres de câmbio, anéis do encosto do cubo de rodas e outros componentes, a Triade é certificada desde 2005 e nestes seis anos tem evoluído constantemente ao apresentar a cada recertificação inovações nos processos logísticos e de distribuição dos produtos.

Entre as melhorias conquistadas, a Triade apresenta agora melhor gestão de processos, com exemplar organização dos procedimentos administrativos, que passaram a ser padronizados, o que possibilita atender os clientes com mais agilidade. Agora, cada peça sai da linha de montagem com código interno e correspondente da montadora, e termo de garantia individual, iniciativas que ajudaram a melhorar o controle de qualidade dos componentes fabricados. Além disso, o estoque foi otimizado o que facilita a busca pela peça procurada.

Outra iniciativa foram ações voltadas à preservação do meio ambiente, como o projeto de coleta de material reciclável, estendido às residências dos funcionários. “Eles podem trazer o material que separam em casa e o dinheiro arrecadado com a venda dos recicláveis vai para um fundo dos funcionários, para ser utilizado como eles acharem melhor”, afirma Camila Teixeira, gerente de Marketing da Triade.

Inaugurada em 1961, a Triade completa 50 anos de fundação este ano e, para celebrar a data, lançou um selo comemorativo especial que será utilizado em toda comunicação visual da empresa, em conjunto com o selo do IQA.

Quando estudar é preciso

A maior aproximação do IQA com a VDA trará uma série de benefícios para a indústria brasileira.

por Mário Guitti

Na última semana tivemos a oportunidade de receber no Brasil o responsável pela área de controle de treinamento e licenças nacionais e internacionais da VDA QMC (Centro de Gerenciamento de Qualidade da Associação Alemã da Indústria Automotiva), Thomas Junggeburth. O executivo nos trouxe uma notícia muito importante: as montadoras alemãs começam a exigir a presença de pelo menos dois engenheiros especialistas em normas VDA internamente e também nos fornecedores.

As regras VDA são muito utilizadas na Alemanha. Apesar do esforço mundial na criação de um único código, como a ISO/TS 16.949 para a indústria automotiva, os alemães nunca abandonaram a VDA. Além de editar normas para o setor, a entidade representa no país europeu o mesmo que a Anfavea e o Sindipeças são para os brasileiros. Porém, lá, montadoras e fabricantes de autopeças estão juntas, em uma única associação.

Assim, a passagem de Junggeburth pelo Brasil foi bastante intensa e proveitosa, pois reafirmou a parceria com o IQA – Instituto da Qualidade Automotiva, representante exclusivo no Brasil dos treinamentos, tradução e distribuição dos manuais da VDA. Fomos escolhidos pela nossa especialidade técnica e relevância no setor automotivo como agentes da qualidade. Afinal, fomos criados pela Anfavea, Sindipeças, Sindirepa e outras entidades do setor para isso.

A maior aproximação com a VDA vai possibilitar uma série de benefícios para a indústria brasileira: como acesso facilitado às normas e material publicado em português. O IQA também passa a ser o responsável por levar à Argentina os conhecimentos da norma alemã.

Nos dias em que esteve no Brasil, Junggeburth treinou nossos especialistas que passaram a ser instrutores certificados das normas VDA e, com isso, estão prontos para ministrar os treinamentos, tal como são realizados na Alemanha. Para a indústria, a vantagem é que, a partir de agora, quem quiser implementar os sistemas de gestão da qualidade baseados nas normas VDA conta com suporte local para treinamentos, e sem a necessidade de enviar profissionais para a Europa para receber treinamento exclusivo. O custo ficou menor.

E por que investir no padrão VDA? Para atender ao cliente. As montadoras alemãs passarão a exigir isso. Apesar de haver uma norma genérica, cada montadora criou seus requisitos específicos para atuar junto com a ISO/TS 16.949. As alemãs utilizam a VDA, que também serviu de base para a ISO/TS 16.949. E, como bem definiu Junggeburth, a indústria automotiva alemã é uma das grandes mestres em qualidade.

Assim, estamos preparados para esta nova demanda. Estudar é preciso, ainda mais em um mundo competitivo. Já faz algum tempo que “bato na tecla” da necessidade de se investir cada vez mais na competência humana da nossa, pois não adianta ser o sexto maior produtor de automóveis do mundo, se nossos engenheiros e tecnólogos não acompanham o ritmo do crescimento.

Fabricar é só uma parte. A outra é projetar e desenvolver tecnologia. Se nossa preocupação ficar parada somente na capacidade produtiva, podemos ficar para trás. Temos uma engenharia que se destaca em criatividade e o quanto mais a desenvolvermos, melhores serão as chances de mantermos nossa posição frente à concorrência dos países que hoje se destacam pelo fator da competitividade de seus produtos.

Fomentar a qualidade da nossa mão de obra é, portanto, um diferencial competitivo e temos que aproveitar este bom momento da indústria brasileira em relação ao resto do mundo, pois se não o fizermos agora, pode ser que não tenhamos outra chance.

O IQA possui inúmeros treinamentos de qualificação profissional para a cadeia automotiva. Conheça o calendário de treinamentos 2011 em nosso site (www.iqa.org.br) ou envie-nos um e-mail: treinamentos@iqa.org.br.


Mário Guitti é superintendente do IQA - Instituto da Qualidade Automotiva. iqa@iqa.org.br

sábado, 11 de junho de 2011

Nissan lança evento que percorrerá o País

Nissan Inova Show apresentará a inovação presente nos carros da empresa e em duas novidades mundiais: o Nissan LEAF e o Nissan March, que chega ao Brasil em outubro

A Nissan lança, em junho, o Nissan Inova Show, evento inovador de relacionamento com o consumidor que percorrerá mais de 30 cidades, de norte a sul do país, para levar a experiência da marca e o conceito de inovação japonesa da Nissan para mais de 100 mil pessoas, ao longo de um ano.

O evento, aberto ao público durante os finais de semana, será uma oportunidade para o consumidor conhecer toda a linha de produtos da empresa no Brasil: família Livina (Livina, Gran Livina, X-Gear), familia Tiida (Tiida e Tiida Sedan), Sentra e a picape Frontier, bem como, duas novidades mundiais da companhia: o Nissan LEAF, primeiro veículo 100% elétrico produzido em larga escala no mundo, e o Nissan March, primeiro popular japonês do Brasil, disponível nas concessionárias a partir de outubro.

O Nissan Inova Show terá exposição e test drive dos carros, além de proporcionar ao visitante uma experiência de marca interativa em 3D. Todos os modelos Nissan da linha 2012 também estarão disponíveis para a venda em condições de preço especiais.

“A Nissan tem um jeito diferente de pensar a inovação. A empresa entende que esta inovação não pode ser restrita somente para alguns, por isso, o Nissan Inova Show vem contribuir para levar de norte a sul do Brasil nossa qualidade e tecnologia oferecendo, em primeira mão, a oportunidade de comprovar tudo isso na prática ao dirigir o Nissan LEAF e o Nissan March, além de todo nosso line-up”, explica Carlos Murilo Moreno, diretor de Marketing da Nissan do Brasil.

A iniciativa integra a estratégia de Marketing da Nissan para ampliar o awareness da companhia no Brasil, o quarto maior mercado automotivo no mundo. O projeto contempla o Plano de Crescimento para 2014, quando a Nissan pretende alcançar 5% de share, figurando entre as principais marcas do mercado, principalmente no segmento de entrada, até então inexplorado por montadoras japonesas.

Outra área de grande investimento da Nissan é a rede de concessionárias. A expectativa é dobrar o número de unidades até o final do ano fiscal de 2012 (em abril de 2013), sendo que atualmente atende aos 26 Estados brasileiros, além do Distrito Federal, com 111 concessionárias.

“Este evento vem selar um trabalho que estamos realizando desde o ano passado, e que está diretamente ligado à estratégia macro da companhia no país. Nosso principal objetivo agora é fazer com que os brasileiros entendam tudo aquilo que especialistas do setor automotivo já disseram e que nossa publicidade trabalhou intensamente nos últimos meses: a Inovação Japonesa da Nissan, que tem relação custo-benefício jamais vista antes”, explica Carlos Murilo Moreno, diretor de Marketing da Nissan do Brasil. “É uma forma de apresentar nossa qualidade e tecnologia oferecendo, em primeira mão, a oportunidade de comprovar tudo isso na prática ao dirigir o Nissan LEAF e o Nissan March”, completa.

Nissan March

Desenvolvido completamente no Século XXI, o Nissan March conta com um design totalmente novo e engenharia baseada na inédita plataforma V da Nissan, sinônimo de versatilidade. Com sua chegada no mercado brasileiro em outubro, o March proporcionará um novo conceito no segmento popular.

Entre alguns dos detalhes está o “V” aplicado ao teto, que dá ao painel do teto mais robustez e permite a utilização de uma arquitetura mais fina, que reduz o peso e diminui o centro da gravidade, permitindo maior eficiência, estabilidade e prazer ao dirigir. Outro diferencial são as rodas, que foram empurradas para as laterais, proporcionando maior espaço interno aos passageiros e com um desenho mais confortável para a acomodação.

Internacionalmente, o Nissan March já conquistou importantes reconhecimentos, como o prêmio "Carro do Ano" na categoria de “Carro mais amigo do meio ambiente”, concedido pelo Grand Prix International Co, um dos mais influentes no setor automotivo, e o de "O modelo mais emocionante a ser lançado em 2010", na China.

Nissan LEAF

O primeiro carro 100% elétrico produzido em larga escala no mundo. Nissan LEAF foi lançado em 2010 no Japão, EUA e em alguns países da Europa e revolucionou o conceito de mobilidade, marcando uma nova era para a indústria automotiva, a da emissão zero.

É alimentado por baterias de íon-lítio que permitem percorrer 160 quilômetros com uma única carga. Desde seu lançamento, o Nissan LEAF já conquistou o principal reconhecimento do setor, o prêmio “Carro do Ano 2011” nos EUA, além do “Carro do Ano” na Europa, do “Top Safety 2011” e do “Top Safety Rating”.

(publicado originalmente em 08/06/2011, Website Cross Brasil, http://www.crossbrasil.com.br/2011060813366/Diversos-On-Road/nissan-lanca-evento-que-percorrera-o-pais.html)

sexta-feira, 10 de junho de 2011

Qualidade faz toda a diferença

Em 15 anos de existência, o IQA - Instituto da Qualidade Automotiva já certificou mais de 1.200 empresas e 15.000 produtos
(reportagem originalmente publicada na revista O Mundo da Usinagem, maio de 2011, para a qual eu e Sergio Kina, gerente técnico do IQA, fomos entrevistados)

Na década de 1990, com a abertura do mercado brasileiro aos produtos importados, a indústria automobilística passou por uma transformação significativa. O consumidor passou a ter acesso a modelos mais modernos e com novas tecnologias. Mas esta iniciativa também permitiu a entrada de carros e autopeças sem qualquer garantia de qualidade – o que ocasionou uma competição desleal de preços entre empresas brasileiras e fabricantes internacionais pouco confiáveis.

Para proteger o mercado nacional deste tipo de importação, as indústrias do setor criaram em 1995 o Instituto da Qualidade Automotiva (IQA) – organização privada e sem fins lucrativos que completou 15 anos de operação no final de 2010. O instituto tem como objetivo avaliar se os componentes automotivos comercializados no Brasil atendem aos requisitos mínimos de segurança, além de verificar o impacto que estes produtos causam no meio ambiente.

Durante os processos de avaliação, são realizados dois procedimentos básicos. Inicialmente, técnicos do IQA realizam uma auditoria para verificar a qualidade da gestão, da linha de produção, da infraestrutura e também dos atendimentos de venda e pós-venda. Em um segundo momento, são analisados os produtos de acordo com as especificações necessárias. No caso de pneus – um dos produtos com certificação compulsória definida pelo Inmetro –, por exemplo, avalia-se características como dimensões, capacidade de carga e data de fabricação.

Hoje, o IQA mantém 140 colaboradores, incluindo a diretoria composta por profissionais voluntários. Até o momento, o instituto já certificou aproximadamente 1.200 empresas nacionais e internacionais, somando um total de 15.000 produtos certificados – pneus, rodas, cilindros de gás natural veicular (GNV), pastilhas de freio e vidros de segurança são alguns destes componentes.

Entre os principais serviços oferecidos pela instituição destaca-se a concessão de certificações como ISO 9001 (gestão da qualidade), ISO/TS 16949 (produção automotiva) e ISO 14001 (meio ambiente). Por meio de uma parceria com a organização TÜV Süd, o IQA também concede as certificações VDA 6.1 (norma alemã que avalia o sistema de gestão da qualidade) e OHSAS 18000 (saúde e segurança ocupacional). O instituto também oferece suporte às empresas durante a vigência do certificado.

IQA oferece treinamento a profissionais, publica literaturas técnicas e homologa componentes veiculares

"Caso uma empresa esteja envolvida em polêmicas em consequência do mau funcionamento de algum componente do veículo certificado pelo IQA, o instituto pode avaliar o componente para descobrir se realmente há algum defeito de fabricação ou se as falhas estão ocorrendo por mau uso do usuário", exemplifica Sérgio Kina, gerente técnico do IQA. Nesse caso, o instituto pode evitar que a empresa tenha prejuízos causados por um recall desnecessário.

Atuação abrangente

Com o passar dos anos, o IQA cresceu e passou a ampliar sua atuação, oferecendo outros serviços também destinados à promoção da qualidade dos produtos da cadeia automotiva. Entre eles estão o treinamento de profissionais qualificados, a publicação de literaturas técnicas, a homologação de componentes veiculares e a certificação de oficinas de reparação automotiva. "Atendemos todos os envolvidos no setor, desde empresas de usinagem até oficinas mecânicas", explica Alexandre Xavier, gerente de Negócios e Marketing do instituto.

O IQA é um órgão certificador brasileiro que atende especificamente o setor automotivo e também é a única organização não-montadora a ser membro permanente da Comissão da Qualidade da Anfavea (Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores). Assim, o instituto tem acesso em primeira mão às principais exigências e discussões das montadoras de automóveis.

Da mesma forma, o IQA também é o único participante não-fornecedor de produtos em grupos similares promovidos pelo Sindicato Nacional da Indústria de Componentes para Veículos Automotores (Sindipeças), e pelo Sindicato da Indústria de Reparação de Veículos e Acessórios do Estado de São Paulo (Sindirepa), além de outras importantes entidades representativas do setor automotivo.

Por que certificar?

A certificação de um produto ou serviço representa, para os consumidores, a qualidade do item adquirido. No setor automotivo, este fator torna-se ainda mais importante, pois um item que não apresenta boa qualidade pode colocar em risco a vida dos passageiros que utilizam o veículo.

Para empresas como fabricantes de autopeças, por exemplo, as certificações também apresentam muitas vantagens. "A certificação pode ser vista como uma ferramenta de gestão, pois assegura que o nível de qualidade será mantido nos fabricantes, já que com ela serviços e produtos oferecidos serão avaliados constantemente", justifica Xavier. "Com as auditorias feitas para a concessão do certificado, a empresa tem uma avaliação concreta da qualidade de seus sistemas de produção e pode perceber como aprimorar suas operações", completa.

Outra vantagem é o diferencial que as certificações podem representar perante os outros fabricantes ou prestadores de serviço do mercado. Esta garantia indica aos consumidores que uma oficina certificada, por exemplo, utiliza os equipamentos corretos, mantém todas as ferramentas devidamente calibradas e emprega apenas profissionais capacitados para executar seus serviços.

Por fim, Xavier acrescenta que a certificação também pode funcionar como uma ferramenta de padronização. "Desenvolvemos a pedido da Fiat um projeto de padronização de 485 concessionárias da marca distribuídas pelo Brasil, garantindo assim que todas operassem com a mesma qualidade", exemplifica.



quinta-feira, 9 de junho de 2011

Jantares inteligentes


VOCÊ JÁ foi a um jantar inteligente? Jantares inteligentes são frequentados por psicanalistas, artistas plásticos, músicos, atores, jornalistas, publicitários (com a condição de falar mal da publicidade), médicos (esses porque, como é sempre chique ser médico, não se dispensa médicos nunca), produtores, "videomakers", antropólogos, sociólogos, historiadores, filósofos.

Administrador de empresa não pega bem (a menos que tenha um negócio sustentável). Engenheiros, coitados, só vão se forem casados com psicanalistas que traduzem pra eles esse mundo de gente inteligente. Advogados podem ir porque é sempre necessário um cínico inteligente em qualquer lugar. Pedagogas, só se casadas com esses advogados e por isso talvez consigam bancar amizades chiques assim.

Ricos são sempre bem-vindos apesar de gente inteligente fingir que não gosta de dinheiro. Pobre só se for na cozinha, mas são super bem tratados. Claro, tem que ter um amigo gay feliz.

Essa gente é descoladíssima. Seus filhos estudam em escolas de esquerda, claro, do tipo que discute o modelo cubano de economia a R$ 2 mil por mês.

Quando viajam ficam em lugares que reúne natureza "pura", tradição (apenas como "tempero do ambiente") e pouca gente (apesar de jurarem ser a favor da democracia para todos, só gostam de passar férias onde o "povo" não vai).

Detalhe: é essencial achar todo mundo "ridículo" porque isso faz você se sentir mais inteligente, claro.

Quanto à religião, católica nem pensar. Evangélicos, um horror. Espírita? Coisa de classe média baixa. Budista, cai muito bem. Judaica? Uma mãe judia deixa qualquer um chique de matar de inveja. Judaísmo não é religião, é grife.

Mas o que me encanta mesmo são as "atitudes" que se deve ter para se frequentar jantares inteligentes assim. Claro, não se aceita qualquer um num jantar no qual papo cabeça é o antepasto.

Quer saber a lista de preconceitos que pessoas inteligentes têm? Qualquer um desses "gestos" abaixo você pode ter, que pega bem com comida vietnamita ou peruana.

1) A Igreja Católica é um horror e o papa Bento 16 é atrasadíssimo. Claro que não vale ter lido de fato nada do que ele escreveu;

2) Matar Osama bin Laden sem julgamento foi um ato de violência porque terroristas são pessoas boazinhas que querem negociar a paz em meio a criancinhas;

3) Ter ciúmes é coisa de gente mal resolvida;

4) Se algum dia um gay lhe cantar e você se sentir mal com isso, você precisa rever seus conceitos porque gente inteligente nunca tem mal-estar com coisas assim;

5) Se seu filho for mal na escola, minta. Se alguém descobrir, ponha a culpa na professora, que é mal preparada pra lidar com crianças como seus filhos, que se preocupam com as baleias já aos 11 anos e discutem a África no Twitter;

6) Caso leve seus filhos à Disney, não conte a ninguém, pelo amor de Deus!;

7) Acima de tudo, abomine os Estados Unidos, ache Obama ótimo e vá à Nova York porque Nova York "não são os Estados Unidos";

8) Não seja muito simpático com ninguém porque gente simpática é gente carente e gente assim procura "eye contact" em festas. Um conselho: olhe sempre para um ponto no horizonte. Assim, se alguém falar com você, ela é que é carente;

9) Ache uma situação para dizer que você conhece uma cidadezinha no sul da Itália e lá ficou hospedado na casa de uma amiga brasileira casada com um italiano que defende o direito dos imigrantes africanos e odeia Silvio Berlusconi;

10) O ideal seria se você tivesse passaporte italiano também;

11) Se alguém falar pra você que não dá para pagar direitos sociais e médicos para imigrantes ilegais na Europa, considere essa pessoa um "reacionário de direita", mesmo que você não aceite sustentar alguém que não seja você mesmo e sua família (no caso da família nem sempre, claro);

12) No conflito israelo-palestino, não tenha dúvida, seja contra Israel, mesmo que morra de medo de ir lá e não tenha lido uma linha sequer sobre a história do conflito;

13) Se você se sentir mal com a legalização do aborto, minta;

14) Deixe transparecer que só os outros transam pouco;

15) Seja ateu, mas blasé.

Luiz Felipe Pondé
ponde.folha@uol.com.br

(publicado originalmente em 06/06/2011, Folha de São Paulo)